# Eduardo Baptista no Inter: esquema tático e estilo de jogo

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- Published: 2026-09-26T04:35:04-04:00
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Anunciado oficialmente na última quarta-feira, o técnico Eduardo Baptista já comanda
os treinamentos do **Internacional** no CT Parque Gigante. O comandante de 56 anos
chega com a missão urgente de afastar o clube da zona de rebaixamento na reta final
do **Campeonato Brasileiro**, contando com o período de treinos durante a Data Fifa
para ajustar o time.

H2 Esquema com três zagueiros e solidez defensiva H3 Preferência tática do novo 
comandante

Ao longo de sua carreira, Baptista manteve como marca registrada a utilização de
uma linha defensiva com três defensores. O sistema prioriza a proteção da área, 
o domínio das bolas aéreas e aproveita a bola parada como uma arma ofensiva importante.
Quando o time perde a posse de bola, a estrutura se transforma em uma linha de cinco
jogadores com o recuo dos alas.

O vínculo do novo treinador com o clube gaúcho vai até o encerramento da temporada
atual. Antes de acertar com a equipe colorada, o técnico estava à frente do Criciúma
desde maio do ano passado, onde deixou o time na sexta colocação da Série B.

– A principal característica de Eduardo Baptista é não abrir mão dos seus três zagueiros.
Desde que chegou no Criciúma, e antes disso também, ele implementou esse esquema,
que não abre mão em nenhum momento do jogo – afirma Manuela Silva, setorista do 
Criciúma no ge.

– Quando não tem essa possibilidade, ele recua um dos alas. Em seu último jogo pelo
Criciúma, contra o Operário-PR, vimos isso. Ele tirou o Rodrigo (zagueiro) e recuou
o Marcinho, que é lateral-direito, para a zaga. Nas partidas em que ele não tinha
três bons zagueiros aptos para o jogo, improvisava um volante na zaga. O Marcelo
Hermes (lateral-esquerdo) jogou muito como zagueiro com o Eduardo – acrescenta.

H2 Versatilidade no elenco e transições rápidas

Outra característica marcante do treinador é a capacidade de adaptar atletas em 
posições diferentes, algo fundamental para o momento do **Colorado**, que lida com
limitações no grupo de jogadores. No Criciúma, por exemplo, o comandante utilizou
meias de construção em funções mais avançadas pelas pontas.

– Um exemplo é o Filipe Matheus, meia de construção. Depois que voltou de lesão,
foi utilizado mais avançado, como atacante pelo lado esquerdo. A mesma situação 
aconteceu com o meia Otero, que vem jogando de atacante pelo lado direito – explica
Manuela.

H3 Estilo reativo e histórico recente

Nas passagens por clubes como o Novorizontino, onde trabalhou entre 2023 e 2025,
o técnico consolidou um modelo de jogo baseado em transições rápidas e forte organização
defensiva, batendo na trave pelo acesso à Série A nacional em temporadas consecutivas.

– Uma equipe que propõe o jogo precisa ter uma marcação muito forte para tirar o
espaço do adversário e, quando tiver a bola, ter qualidade. Nós temos muita qualidade
no meio-campo, alas e pontas com poder ofensivo. Temos que ter uma marcação forte,
ser reativos sem a bola quando necessário, mas quando tiver a bola, chegar com bastante
penetração e aumentar o número de atletas dentro da área – disse Baptista em sua
apresentação no Beira-Rio.

O Inter precisa ganhar jogos. Se vai ser bonito ou feio, jogando propositivo ou 
reativo, o importante é o resultado final. Vim com muita fome e preparado.

– O time dele ficou marcado principalmente por transições rápidas e ataques muito
efetivos. A equipe não ficava tanto com a bola, mas era um time reativo e que conseguia
ter uma eficiência grande. Ele mudou o Novorizontino de patamar. Assumiu quando 
estava na segunda divisão do Campeonato Paulista, conseguiu o acesso e, por muito
pouco, não conseguiu subir para a Série A do Campeonato Brasileiro – conta Arcílio
Neto, repórter que acompanha o Novorizontino no ge.

Filho de Nelsinho Baptista, Eduardo iniciou a carreira na beira do campo em 2014
no Sport, acumulando passagens por diversas equipes do futebol nacional e títulos
como a Série D pelo Mirassol em 2020, antes de assumir o desafio de salvar o **Inter**
no Brasileirão.
