# Dilemas de Ancelotti crescem após empate ruim da Seleção

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- Published: 2026-09-26T04:39:05-04:00
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O empate por 1 a 1 com a Austrália em amistoso internacional deixou evidentes os
velhos problemas da Seleção Brasileira neste início de preparação para 2030. A atuação
abaixo das expectativas acendeu o alerta sobre a capacidade de Carlo Ancelotti em
conciliar a necessária renovação do grupo com a exigência histórica por um futebol
vistoso e dominante.

## Os desafios táticos do comandante italiano

Definir uma identidade tática que garanta o controle das partidas e potencialize
os principais talentos do futebol mundial continua sendo o maior obstáculo da comissão
técnica. O time exibiu a mesma fragilidade no setor de meio-campo que havia marcado
a eliminação na última Copa do Mundo, sofrendo para ditar o ritmo mesmo escalando
uma base titular muito parecida com a que esteve no Mundial dos Estados Unidos.

A formação inicial com sete atletas experientes não evitou que o meio-campo ficasse
sobrecarregado defensivamente. A necessidade de cobertura gerou espaços e transformou
o confronto em Townsville em uma disputa aberta de ataques constantes.

## A busca por paciência em meio à pressão

Questionado sobre o desempenho e os testes realizados, o comandante procurou amenizar
as críticas após o apito final.

– Não é um sabor de derrota porque foi um empate. Acho que a equipe podia ganhar,
tivemos oportunidades. Era difícil jogar neste campo, é verdade que depois que levamos
o gol a equipe reagiu. Foi um empate merecido no final, temos que ser pacientes 
porque são testes que temos que fazer, dar oportunidades aos jogadores que jogam
menos e seguir na frente porque era um teste e também o próximo vai ser outro teste–
Ancelotti.

Do lado adversário, o autor do gol australiano também avaliou o confronto franco.

– Pra ser sincero, foi um jogo lá e cá, com chances para os dois lados. Foi bom 
ver que podemos competir contra o Brasil – definiu Irankunda, autor do gol australiano.

## Novas alternativas para o próximo confronto

Para o segundo amistoso contra os australianos, marcado para a próxima terça-feira
em Brisbane, o técnico antecipou mudanças estruturais na equipe, projetando um posicionamento
mais equilibrado e a utilização de novas peças no setor central.

– Às vezes, jogaremos com o sistema de hoje (4-2-4) e podemos jogar também com três
meio-campistas. Por isso são testes agora para provar.

A postura cautelosa adotada pelo treinador contrasta com o sentimento do torcedor,
marcado por decepções recentes e pelo pior ciclo da história recente da equipe nacional
entre 2022 e 2026. A urgência por respostas imediatas em campo choca-se com o discurso
de longo prazo do comando técnico.

– Não é um início de um ciclo, é a continuação de um ciclo que começou ano passado
e agora a prioridade é dar minutos aos jogadores que jogam menos, jogadores que 
têm potencial, como Endrick, Estevão e vamos seguir nesta linha. O torcedor tem 
que ser paciente e quando tivermos competições oficiais a equipe vai estar preparada.

Pressionado logo no começo deste novo momento, o Brasil volta a campo na próxima
terça-feira, às 7h (de Brasília), para reencontrar a Austrália. Na sequência, a 
delegação segue para a Índia, onde enfrentará a seleção local em 3 de outubro.
