# Alerj registra menor renovação política desde 2018

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- Published: 2026-10-06T03:15:15-04:00
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Apesar da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro ter enfrentado graves escândalos
nos últimos anos, incluindo prisões de parlamentares e investigações por supostas
ligações com o crime organizado, o eleitorado fluminense optou por preservar a maioria
dos antigos ocupantes dos cargos para o próximo quadriênio. Do total de 70 assentos
na Casa, apenas 28 foram ocupados por estreantes, o que equivale a 40% de renovação.
O índice demonstra uma retração comparado aos pleitos anteriores, registrando 51%
em 2018 e 45,7% em 2022.

## Herança política e rostos conhecidos na Casa

Entre os novos integrantes do Legislativo estadual, destaca-se um grupo considerável
de novatos que já carrega forte influência familiar na política. Pelo menos nove
eleitos possuem laços de parentesco com figuras públicas conhecidas. Entre eles 
está Nelsinho Ruas (PL), vereador em São Gonçalo, que é filho do prefeito do município
e irmão de um candidato a governo.

A lista de estreantes com conexões familiares também traz nomes como Fernanda Neves(
PDT), esposa do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e Doutora Gabriela (PL), irmã
do prefeito de Cabo Frio, Doutor Serginho. O cenário ainda conta com políticos tradicionais
retornando ao parlamento, a exemplo do ex-presidente da Casa André Ceciliano (PT)
e do ex-prefeito Márcio Canella (União).

## Foco em pautas sociais e saúde pública

Com carreiras distintas antes de chegarem ao parlamento, os novos deputados já definem
suas principais bandeiras de atuação. Doutora Gabriela, médica com três especialidades,
pretende direcionar seu mandato para o setor da saúde pública, apontando deficiências
na infraestrutura da Região dos Lagos.

“Com a eleição de meu irmão em 2024, a região perdeu representatividade na Alerj.
E a gente precisa de parcerias com o governo do estado. Sempre fui médica do SUS,
e um dos problemas de toda a Região de Lagos é a quantidade insuficiente de leitos
públicos”, declarou a parlamentar eleita.

Já Fernanda Neves pretende expandir iniciativas bem-sucedidas de sua cidade natal
para todo o estado fluminense.

“Sou servidora pública há 32 anos e dediquei minha carreira a políticas públicas
em educação e nos direitos das mulheres. Na Alerj, quero trabalhar para que o estado
inteiro tenha o que Niterói já mostrou que funciona e melhora a qualidade de vida
da população”, afirmou Fernanda Neves.

## Segurança pública e novos perfis na política

A área de segurança pública ganha reforços expressivos com a chegada de nomes ligados
às forças policiais e militares. Entre os eleitos estão o coronel Menezes (PL), 
ex-secretário da Polícia Militar, o soldado Tobias (PRD) e o delegado Bernardo Leal(
PP), que perdeu uma das pernas após ser baleado durante uma operação no Complexo
do Alemão.

“Quero colaborar com políticas de Segurança para combater o crime organizado e retomar
territórios, com a experiência de estar na PM há 36 anos. A insegurança gera reflexos
em outras áreas, como Saúde e Educação”, pontuou o coronel Menezes.

O retorno de figuras experientes como Adilson Pires (PT) e André Ceciliano também
marca a composição da nova legislatura. Ceciliano aposta na renegociação das dívidas
do estado com a União para impulsionar investimentos sociais.

“A preocupação neste momento, como não poderia deixar de ser, é com Segurança e 
Educação. A margem fiscal criada com a renegociação das dívidas do estado com a 
União é uma oportunidade para novos investimentos nessas áreas”, avaliou.

## Influenciadores e possíveis mudanças no Tribunal

O parlamento estadual também absorverá novas tendências de comunicação com a chegada
de influenciadores digitais, como Felipe Tropa (PL) e Costenaro (Novo). Este último
contou com o apoio expressivo do deputado federal mais votado do país, Nikolas Ferreira(
MG).

Vale ressaltar que a configuração final dos 70 deputados divulgada pelo Tribunal
Superior Eleitoral ainda pode sofrer alterações. Atualmente, existem sete candidaturas
pendentes de julgamento, o que pode abrir espaço para novos nomes assumirem cadeiras
no Legislativo fluminense dependendo das decisões judiciais futuras.
