# Eleições no Brasil transcorrem sem interferência externa

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- Published: 2026-10-06T00:09:11-04:00
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques,
afirmou neste domingo (4) que o pleito ocorre sem grandes percalços e descartou 
qualquer tipo de interferência estrangeira no sistema de votação brasileiro.

## Balanço positivo na reta final

Em pronunciamento à imprensa na capital federal, o chefe da corte avaliou positivamente
o andamento do pleito a poucas horas do encerramento das urnas.

“Estamos a quase três horas do fim da votação e tudo tem funcionamento na maior 
tranquilidade e transparência possível”, disse o ministro em entrevista coletiva
na sede do TSE, em Brasília.

Questionado sobre eventuais ameaças, o magistrado pontuou que relatórios da Polícia
Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de outras forças de
segurança não apontaram riscos de sabotagem estrangeira ou ações do crime organizado.

“Até o momento, não temos um indicativo concreto de interferência internacional”,
afirmou o ministro.

## Segurança das urnas e intempéries

O balanço oficial também indicou que os temores envolvendo a proliferação de vídeos
manipulados por inteligência artificial, conhecidos como deepfakes, não se confirmaram
em escala capaz de comprometer o pleito.

No aspecto operacional, o funcionamento das máquinas eletrônicas foi considerado
estável, apesar da necessidade de troca de 1.121 equipamentos em todo o território
nacional, o que representa 0,2% do total de 499.248 unidades utilizadas. “Não há
votação manual no país”, afirmou Nunes Marques.

As maiores dificuldades técnicas foram registradas no estado do Paraná, onde tempestades
com ventos fortes causaram interrupções no fornecimento de energia elétrica em 140
municípios durante a manhã.

## Crimes eleitorais e apreensões

Até as 13h, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) contabilizou 313 
delitos eleitorais e quatro ocorrências de crimes comuns. As autoridades apreenderam
R$ 108 mil em espécie, quatro armas de fogo e 13 veículos, resultando na prisão 
de quatro suspeitos.

Minas Gerais liderou o número de registros com 43 ocorrências, seguido por Rio Grande
do Sul (36) e Sergipe (26). Entre os delitos contabilizados, destacam-se os casos
de propaganda irregular, que somaram 130 registros, e a prática de boca de urna,
com 69 ocorrências. Os eleitores tiveram até as 17h para registrar seus votos.
