# Galípolo depõe à PF como testemunha no caso do Banco Master

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- Published: 2026-10-06T22:08:00-04:00
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O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, depôs à Polícia Federal nesta
terça-feira na condição de testemunha no inquérito que investiga fraudes envolvendo
o caso Master.
 No mesmo inquérito, também prestarão depoimento o antecessor no 
cargo, Roberto Campos Neto, o o presidente do Conselho de Administração do BTG Pactual,
André Esteves, e o atual diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, também
foi convocado. Os quatro tiveram os nomes citados durante o depoimento do ex-diretor
do Banco Central Paulo Sérgio Souza, investigado sob suspeita de receber propina
do banqueiro Daniel Vorcaro para favorecer o Banco Master. Souza nega as irregularidades.
O ex-dirigente é um dos principais alvos do inquérito que apura se ex-servidores
do BC prestaram uma espécie de consultoria informal a Vorcaro em troca de vantagens
financeiras. Como o inquérito está prestes a ser concluído, é praxe que a PF ouça
os investigados e pessoas citadas antes de elaborar a lista final de indiciados.
Vorcaro, por exemplo, prestou depoimento no dia 28 de agosto. Na ocasião, o banqueiro
afirmou que o ex-servidor não favoreceu o Master nos processos do BC, mas admitiu
ter feito a ele um “agrado” ao prestar apoio em uma viagem da família dele à Disney,
nos Estados Unidos. Em interrogatório à PF, Paulo Sérgio Souza afirmou que, antes
de o Master ser liquidado pelo Banco Central, tratou de supostas irregularidades
cometidas pelo banco com Galípolo e Aquino. Ele também relatou que, no fim de 2024,
o BTG havia comunicado a descoberta de uma fraude bilionária praticada pelo Master
em uma reunião com a presença de Campos Neto. Souza era diretor de Fiscalização 
do BC e foi afastado do cargo por decisão do STF. A defesa dele tenta demonstrar
aos investigadores que ele não favoreceu o Master nos processos do Banco Central.
Além da investigação da PF, Souza e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária(
Desup) Belline Santana também foram alvos de uma investigação interna para apurar
a atuação deles no caso do Banco Master. A sindicância foi iniciada a partir de 
uma decisão de Galípolo, tomada no fim do ano passado, como revelou O GLOBO em janeiro
deste ano. As informações encontradas foram encaminhadas à PF. Souza foi o responsável
por autorizar a compra, por Daniel Vorcaro, do Banco Máxima, que passou a se chamar
Master. Mais recentemente, atuava como chefe-adjunto do Desup e era responsável 
por acompanhar a solidez e a estabilidade do mercado financeiro. Belline chegou 
a ser cotado para substituir Souza na diretoria de Fiscalização, hoje ocupada por
Ailton de Aquino. Belline assinou diversos ofícios e despachos do Banco Central 
enviados ao Ministério Público Federal relativos ao Master.
