# Eleitor devolve poder a grupo político que dilapidou o Rio

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- Published: 2026-10-08T23:55:05-04:00
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Depois de ter cinco governadores presos e dois cassados, o Rio de Janeiro terá 
um novo governador investigado antes mesmo de tomar posse.
 Ao anular os votos de
Anthony Garotinho, o Tribunal Superior Eleitoral abriu caminho para declarar a vitória
de Douglas Ruas no primeiro turno. O bolsonarista é alvo de procedimento que apura
supostas práticas de peculato, lavagem de dinheiro, fraudes licitatórias e organização
criminosa. A investigação foi aberta em julho pelo procurador-geral de Justiça, 
Antonio José Campos Moreira, conforme noticiou o colunista Lauro Jardim. Sua origem
foi uma denúncia de conflito de interesses e enriquecimento ilícito em obras do 
governo estadual, no período em que Ruas era secretário da gestão Cláudio Castro.
O rolo ainda envolve a compra de material de construção numa pedreira do deputado
Altineu Côrtes, presidente estadual do PL. Todos negam irregularidades, e o governador
eleito diz acreditar que o caso será arquivado por falta de provas. Deputado estadual
de primeiro mandato, Ruas era um ilustre desconhecido da maioria dos fluminenses
até poucos meses atrás. Foi instado a concorrer ao governo quando o candidato que
apoiava, Rodrigo Bacellar, foi preso sob acusação de atuar em favor do Comando Vermelho.
O PL também teve que trocar os candidatos ao Senado por motivos de força maior. 
Márcio Canella foi preso com um fuzil no carro, e Castro passou a receber visitas
regulares da Polícia Federal. Em entrevista à CBN, o marqueteiro de Ruas disse ter
investido numa fórmula associada ao PT: “construir a narrativa a partir da periferia”
e apresentar o cliente como defensor dos “mais humildes”. Pode ser, mas a mágica
não funcionaria sem colar a imagem do candidato à da família Bolsonaro, num estado
cada vez mais inclinado à direita. O desfecho da eleição parece confirmar a sina
do Rio após seis meses de gestão interina de Ricardo Couto. Sem rabo preso com a
baixa política fluminense, o desembargador promoveu uma devassa no Palácio Guanabara.
Desmontou esquemas de corrupção, reorganizou a máquina e demitiu mais de 7 mil fantasmas.
Por decisão do eleitor, o grupo responsável pelo descalabro voltará ao poder em 
janeiro. ‘Antros de corrupção’: Justiça faz autópsia do governo Castro ‘Sabe o que
é caviar?’: Ex-governador virou morto-vivo na eleição
