# STF planeja encerramento definitivo do inquérito das Fake News

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- Published: 2026-10-10T14:40:09-04:00
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sinalizou que tem 
a intenção de encerrar de vez o inquérito das Fake News, investigação iniciada pela
Corte.

Contexto das investigações e repasse de documentos A manifestação de Fachin ocorreu
por meio de um ofício enviado nesta sexta-feira (9) ao ministro Luiz Fux. A movimentação
acontece após Fux determinar que a secretaria do tribunal repasse ao seu gabinete
os autos sigilosos que tramitam contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Conforme a determinação de Fux, a secretária judiciária precisa enviar todas as 
mídias, anexos, volumes e apensos referentes ao inquérito das Fake News, às milícias
digitais e à investigação sobre a trama golpista.

Análise de pendências e o futuro do processo Em resposta, a presidência do STF comunicou
que todas as apurações abertas contra Bolsonaro, com exceção da investigação sobre
notícias falsas, perderam o sigilo e já estão disponíveis para consulta pelo gabinete
do ministro.

De acordo com o levantamento da presidência do tribunal, existem 108 procedimentos
investigatórios atrelados ao inquérito das Fake News. O plano de Fachin é checar
pendências e possíveis pedidos de diligências direcionados à Polícia Federal (PF)
e à Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de oficializar o encerramento.

Por esse motivo, o acesso de Fux aos autos só será liberado após a conclusão dessa
varredura nos procedimentos.

“Pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos
ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover
o arquivamento definitivo do inquérito”, disse Fachin.

Histórico da investigação no tribunal No mês passado, Fachin retirou a relatoria
do caso de Alexandre de Moraes. O procedimento havia sido instaurado em março de
2019, quando o então dirigente do tribunal, Dias Toffoli, argumentou que a medida
era necessária para combater ataques virtuais que ameaçavam a segurança e a honra
da instituição, de seus ministros e familiares, designando Moraes para conduzir 
o processo.
