# Corregedor derruba decisão que suspendeu canal Exército do Lula

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- Published: 2026-10-12T02:39:10-04:00
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**O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou neste
domingo (11) a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que suspendeu
o canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para postagens de apoios ao candidato
à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). **

Neste sábado (10), Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, pediu que o presidenciável
apresente informações complementares, mas não determinou a suspensão do canal.

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 * Janones denuncia censura em decisão do TSE contra Exército do Lula.
 * TSE atende Flávio e manda suspender canal do whatsapp Exército do Lula.

Antes da decisão de Kassio, a legalidade do canal “Exército do Lula” já estava judicializada
no TSE. A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL)
ajuizou uma ação para cassar o mandato de Janones, além de solicitar a suspensão
do canal.

**A decisão final será discutida pelo plenário do TSE.** 

## Suspensão

**Mais cedo, Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal,  que conta com
mais de 3,4 milhões de pessoas. **O ministro atendeu ao pedido de suspensão protocolado
pela campanha de Bolsonaro, que alegou que o canal foi criado para disseminar desinformação
sobre o cancelamento do Programa Bolsa Família, redução do valor de aposentadorias,
entre outros casos.

**No entendimento de Kassio, o canal é responsável pela replicação de conteúdos 
que já foram considerados “inverídicos” pelo tribunal**, como a afirmação de que
Flávio seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira
do Brasil, além de afirmar que o candidato reduzirá aposentadorias se for eleito.

**O criador do canal, deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), criticou
a decisão do TSE.** “A censura já começou”, declarou Janones nesta tarde, em um 
vídeo nas redes sociais.

Segundo Janones, o canal “Exército do Lula” foi criado para mobilizar e orientar
eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado
no dia 25, último domingo do mês, entre Flávio e o Lula.

**Ao participar de ato na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), Lula questionou a
imparcialidade de decisões contrárias à sua candidatura e disse que o PT vai acionar
a Justiça contra a suspensão do canal. **

“Vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido para que a gente equilibre
esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”,
afirmou Lula à imprensa, antes de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São
Paulo.

## 41 minutos

**Na decisão, Vilas Bôas Cuêva disse que o pedido de Flávio para derrubar o canal
foi protocolado na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que determinou
a complementação das informações sobre a suposta atividade ilegal do canal.**

O corregedor também afirmou que a campanha de Flávio apresentou a Kassio documentos
que não foram anexados no processo que está sob sua relatoria.

“Ocorre que, apenas 41 minutos após a decisão desta corregedoria, o investigante
apresentou à presidência deste tribunal pedido de providências administrativas acompanhado
de documentação que não integrava a presente investigação, incluindo dossiê de publicações,
levantamento sobre a circulação de vídeos e plano de conformidade da plataforma”,
completou.

Por fim, o corregedor disse que a atuação da presidência da Corte deve ocorrer em
harmonia com a competência jurisdicional do tribunal.

“Em regra, uma vez submetida determinada controvérsia à apreciação jurisdicional
do órgão competente, a prudência institucional recomenda que a atuação administrativa
não antecipe a solução da mesma pretensão, sob pena de comprometer a coerência das
decisões e a segurança jurídica”, completou.

Para justificar a suspensão do canal, Kassio invocou a competência administrativa
do cargo de presidente para decidir sobre o cumprimento da resolução de obriga as
redes sociais a combaterem o impulsionamento ilegal de conteúdo.

## Plenário

**Para tentar resolver a controvérsia, Villas Bôas Cueva decidiu enviar o caso para
decisão definitiva do plenário. A data do julgamento ainda será marcada pelo presidente
do TSE. **

“A deliberação colegiada mostra-se necessária, ainda, para solucionar a sobreposição
de providências adotadas em procedimentos distintos e estabelecer orientação institucional
quanto aos deveres de boa-fé, lealdade e cooperação processual na formulação de 
pedidos cautelares perante esta Corte”, afirmou.

_Matéria ampliada às 17h07_
