# Motta se reúne com PSD, e líder anuncia apoio à recondução do presidente da Câmara

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- Published: 2026-10-13T16:48:52-04:00
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O presidente da Câmara, Hugo Motta(Republicanos-PB), se reuniu nesta terça-feira
com a bancada do PSD em busca de apoio do partido para sua recondução à frente da
Casa. As negociações para sua reeleição, em votação que ocorrerá em fevereiro, foram
intensificadas após o resultado do primeiro turno das eleições provocar um aumento
da bancada do PL, partido que já indicou a intenção de lançar uma candidatura de
oposição ao cargo.
 Durante o encontro, o líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (
BA), anunciou que não será candidato ao comando de Casa e disse que vai apoiar Motta.
Apesar disso, Brito fez uma ressalva que o resto da bancada do PSD ainda vai tomar
uma decisão. – O meu voto pessoal vai ser seu. Agora o de cada um vai ter que ser
construído. Motta tem apostado nas conversas com partidos e também na busca dos 
deputados individualmente, fazendo gestos aos novatos que assumirão uma cadeira 
no ano que vem. Sem citar o PL, o presidente da Câmara declarou que é preciso construir
um bloco de apoio com partidos de centro antes de “procurar os polos”. – Com esse
bloco estabelecido, vamos debater aquilo que interessa ao PSD, que interessa aos
demais partidos e aquilo que é o sentimento comum de unidade desses partidos para
que com a nossa casa resolvida, nossa casa leia-se o centro-político, e a gente 
possa depois partir para dialogar com os polos e entender o que administrativamente
dá para se construir em favor do país. Aliados de Motta falavam nos bastidores que
era preciso monitorar os movimentos do PSD, já que o líder da bancada era considerado
um candidato competitivo para fazer frente ao atual chefe da Câmara. Brito é aliado
do PT na Bahia e transita bem nas bancadas da esquerda, além de não enfrentar resistências
do PL. Nesta terça-feira, Brito declarou apoio pessoal dele para a reeleição de 
Motta, pavimentando o caminho para que sua sigla não tenha candidatura própria. 
O partido de Gilberto Kassab saiu das urnas com 43 deputados eleitos (hoje, são 
48 parlamentares), tornando-se a quarta maior bancada da Casa. O apoio da sigla 
daria a Motta fôlego num momento em que ele é pressionado pela oposição diante do
crescimento expressivo da bancada do PL (que terá 121 deputados). Além disso, o 
endosso do PSD abre caminho para que o bloco que dá sustentação e governabilidade
a Motta hoje se mantenha no próximo ano, facilitando a sua recondução. O bloco reúne
atualmente 271 parlamentares dos partidos: União Brasil, PP, PSD, Republicanos, 
MDB, PSDB-Cidadania e Podemos. Pelo resultado das urnas, o bloco terá, a partir 
do ano que vem, 245 deputados que, em tese, caminhariam com Motta. Para ser eleito,
são necessários votos de metade dos 513 votantes, em escrutínio secreto. Aliados
de Motta defendem que o deputado consolide os apoios desde já, evitando que sua 
candidatura desidrate em caso de eleição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência
da República. O deputado foi eleito presidente da Câmara em 2024 com apoio majoritário
dos partidos, do PT de Luiz Inácio Lula da Silva ao PL de Bolsonaro, e teve de se
equilibrar entre as demandas das siglas no primeiro ano chefiando a Casa. Neste 
ano, no entanto, ele fez mais gestos ao petista, buscando apoio para eleger seu 
pai, Nabor Wanderley (Republicanos-PB), a uma vaga ao Senado pela Paraíba — Lula
não endossou publicamente a candidatura do ex-prefeito e foi derrotado nas eleições.
O presidente da Câmara declarou apoio público à eleição do presidente, participou
de atos eleitorais a favor do petista em seu estado e posou para fotos usando boné
com o nome de Lula e fazendo o “L” com os dedos. Essa proximidade de Motta contrariou
bolsonaristas, que reforçaram a intenção de lançar uma candidatura própria para 
derrotar o deputado. Nos bastidores, são lembrados os nomes do líder da bancada,
Sóstenes Cavalcante (RJ), e do primeiro-vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (
RJ). Uma liderança do PL diz que o partido considera não ter nome na disputa na 
Câmara se conseguir apoio dos partidos de centro para eleger um senador da sigla
na presidência do Senado. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, levou à 
mesa de negociações com o PL para apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno 
o endosso à reeleição de Motta. Mas não houve acordo nesse ponto.
