# Nunes Marques volta a suspender Exército do Lula e impõe registro

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- Published: 2026-10-13T15:44:01-04:00
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**O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques,
derrubou nesta terça-feira (13) a decisão do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, que havia recolocado no ar o canal Exército
do Lula, no aplicativo de mensagens WhatsApp. **

Mais cedo, Nunes Marques havia ordenado a suspensão de novas publicações no canal,
por falta de registro formal junto à Justiça Eleitoral. **Agora, o ministro voltou
a suspender o canal por completo**, cassando a decisão que o mantinha no ar. 

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Pela nova decisão, **o canal somente deverá voltar ao ar depois que seu endereço
eletrônico seja formalmente registrado junto ao TSE, conforme regra prevista em 
norma eleitoral. **

Mesmo após esse registro, deverá ser respeitado um prazo de 48 horas antes de o 
canal se tornar disponível novamente aos usuários. 

Na decisão, Nunes Marques afirmou que Cueva “exorbitou dos limites da competência”
ao derrubar decisão do presidente do TSE. 

**Nunes Marques atendeu a pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (
PL), adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, 
no segundo turno da corrida presidencial. **

## Entenda 

Nos últimos dias, **o canal Exército do Lula foi alvo de uma disputa de liminares(
decisões provisórias)**. O próprio Nunes Marques havia determinado, no último sábado(
11), a suspensão total do canal, mas teve sua decisão derrubada horas depois pelo
corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que recolocou a página no
ar. 

**O corregedor destacou que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal em 
um processo administrativo, como fez, sendo que o caso já era analisado em um processo
judicial regular e relatado pelo próprio Cueva. **

Ao reexaminar o caso, nesta terça, o presidente do TSE afirmou que a não comunicação
formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral é suficiente para suspender o canal
novamente. 

Com 4,2 milhões de inscritos, o canal é administrado pelo deputado reeleito André
Janones (Rede-MG), que acusa a Justiça Eleitoral de censura e favorecimento à campanha
do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva na corrida presidencial. 

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