# Oposição articula candidatura para desafiar Infantino na eleição da Fifa em 2027

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- Published: 2026-10-15T07:46:05-04:00
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Dirigentes do futebol europeu estão confiantes de que conseguirão apresentar um
candidato para enfrentar Gianni Infantino na eleição presidencial da Fifa, marcada
para março de 2027. Apesar de ainda não haver um nome definido, representantes da
Uefa e de outras associações nacionais acreditam que o atual presidente da entidade
terá um adversário na disputa pelo cargo. As informações são do jornal britânico
The Guardian.
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Madrid na Champions League A articulação reúne dirigentes insatisfeitos com a gestão
de Infantino, que pretende conquistar um quarto mandato. A Uefa, a Confederação 
de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e a Confederação Asiática
de Futebol (AFC) já manifestaram oposição à reeleição do dirigente, em meio à crise
provocada por um plano de reorganização comercial que previa a venda de participações
em direitos ligados às competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo. O prazo para
a apresentação das candidaturas termina em 18 de novembro. Segundo fontes ouvidas
pelo The Guardian, a oposição trabalha para definir um nome e pretende anunciá-lo
apenas perto do fim do período de inscrições. A estratégia seria reduzir o tempo
disponível para que a Fifa tente inviabilizar a candidatura. Apesar da articulação,
os dirigentes ainda não conseguiram chegar a um consenso sobre quem poderia enfrentar
Infantino. Os presidentes das três confederações que lideram a oposição — Aleksander
Ceferin, da Uefa; Victor Montagliani, da Concacaf; e Salman bin Ibrahim al-Khalifa,
da AFC — descartaram concorrer ao cargo. Outros nomes também foram cogitados, como
o ex-técnico Arsène Wenger e a empresária Michele Kang, mas as possibilidades foram
descartadas, segundo o jornal britânico. O ex-jogador português Luís Figo, que pediu
publicamente a saída de Infantino em agosto, também aparece entre os nomes mencionados
nos bastidores. Ele, porém, é considerado um possível candidato à presidência da
Uefa quando Ceferin deixar o cargo, em 2031. Plano comercial provocou crise A insatisfação
com Infantino se intensificou após a tentativa de criar a Fifa Forward Enterprise(
FFE), uma estrutura comercial que permitiria vender participações em direitos ligados
às competições da entidade a investidores privados. A proposta foi abandonada em
julho, após uma reação contrária de dirigentes e associações nacionais. A Uefa passou
a questionar a condução do projeto e pediu acesso a documentos relacionados à iniciativa.
A entidade europeia também levantou suspeitas sobre a gestão financeira da Fifa,
ampliando o conflito entre as duas organizações. A Fifa, por sua vez, acusou dirigentes
europeus de promover uma campanha de desinformação contra Infantino. A crise é um
dos principais fatores que impulsionam a articulação para encontrar um concorrente.
Embora tenha perdido apoio em parte do futebol europeu e asiático, Infantino mantém
respaldo de dirigentes de outras regiões. A Confederação Africana de Futebol (CAF),
por exemplo, declarou apoio à sua reeleição. Reunião pode ampliar pressão sobre 
presidente A disputa política também está no centro de uma reunião do Conselho da
Fifa, formado por 37 integrantes, realizada nesta quinta-feira, em Zurique, na Suíça.
Infantino deve ser questionado sobre o projeto comercial abandonado, a concessão
do prêmio da paz da entidade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a
revisão de uma punição aplicada ao atacante americano Folarin Balogun durante a 
Copa do Mundo. No caso de Balogun, o comitê disciplinar da Fifa havia imposto uma
suspensão que acabou revogada durante o Mundial, após uma intervenção de Trump, 
segundo o relato do The Guardian. O episódio provocou questionamentos sobre a independência
das decisões disciplinares da entidade. Para antecipar possíveis críticas, Infantino
propôs uma mudança nas regras que retiraria do comitê disciplinar a possibilidade
de revogar suspensões de uma partida aplicadas a jogadores expulsos diretamente 
com cartão vermelho. O presidente também prometeu apresentar ao Conselho um relatório
completo sobre a Fifa Forward Enterprise. O documento, no entanto, não havia sido
compartilhado previamente com os integrantes do colegiado, em uma quebra do procedimento
habitual, segundo o jornal britânico. Infantino anunciou em maio que disputaria 
a eleição de 2027 e confirmou a intenção de buscar a reeleição em setembro. A votação
está prevista para 18 de março, em Rabat, no Marrocos. Até o momento, a oposição
ainda não apresentou um candidato capaz de reunir o apoio necessário para desafiar
o atual presidente.
