# Pais são presos por negligência após criança morrer de crise de asma sem tratamento nos EUA

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- Published: 2026-10-15T07:46:06-04:00
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Um casal da Califórnia, nos Estados Unidos, foi acusado de negligência infantil
grave após a morte da filha, Aurora Williams, de oito anos, em decorrência de uma
crise de asma não tratada por mais de oito horas. Gabrielle Hanson, de 32 anos, 
e Jacob Randolph, de 39, foram presos após a menina sofrer complicações respiratórias
em casa, em San Jose, em 13 de maio de 2026, segundo o Ministério Público do Condado
de Santa Clara (SCCDA). A morte foi classificada como homicídio, em audiência que
ocorreu nesta semana.
 Entenda: Corpo de turista britânico some de necrotério no
Chipre e caso intriga a polícia Saiba mais: Jovem de 21 anos morre após fraturar
tornozelo; pai processa hospital por negligência nos EUA A residência estava infestada
de baratas e apresentava lixo, mofo e fezes de animais. Os investigadores também
encontraram o inalador da menina quebrado e baratas na máscara respiratória. Aurora
morreu quatro dias após ser socorrida, em consequência da falta de oxigênio no cérebro
provocada por asma grave, agravada por uma infecção respiratória, informou a promotoria.
Histórico de negligência e outras acusações Em fevereiro de 2025, Aurora já havia
sido levada a um pronto-socorro com dificuldades respiratórias. Na ocasião, profissionais
de saúde observaram baratas sobre a criança, que apresentava baixo peso, palidez
e sinais de fome. Segundo o promotor Jeff Rosen, a menina também havia sido impedida
de frequentar a escola. — Essa garotinha asmática vivia em uma casa com fezes — 
afirmou Rosen, em comunicado. Seis crianças que viviam na residência, com idades
entre dois meses e 17 anos, foram colocadas sob os cuidados dos serviços de proteção
infantil. Registros sociais indicam que elas estavam expostas a condições perigosas
desde 2019. O caso também envolve Jonathan Hanson, de 44 anos, irmão de Gabrielle,
acusado de crimes de abuso sexual de menores e posse de pornografia infantil. Segundo
a promotoria, ele morava com a família e abusava sexualmente da enteada de Gabrielle,
que teria conhecimento dos abusos e não agido para impedi-los. Os pais foram liberados,
mas estão proibidos judicialmente de manter contato com os filhos e outros menores.
Os envolvidos têm novo comparecimento à Justiça marcado para 20 de novembro.
