# Canto de Mengo rege Flamengo na Libertadores e volta às arquibancadas no Maracanã: “Um mantra, uma oração”

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- Published: 2026-10-22T13:26:58-04:00
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Mengô! Torcida rubro-negra empurra time no grito tradicional
 “Entendo o grito 
de Mengo como um mantra, uma oração” Cinco letras e uma palavra que é quase um chamado:
Mengo. Combustível para os torcedores e os jogadores, é a maneira como o grito sai
na hora da emoção ou na identificação com outro rubro-negro pelo Brasil e mundo 
afora. É também o mantra que voltou a ecoar forte na arquibancada nos jogos do Flamengo
na Libertadores. Nesta quinta-feira, o Maracanã promete ser tomado mais uma vez 
por esse canto para carregar o time na semifinal contra o Estudiantes, às 21h30 (
de Brasília). + Flamengo x Estudiantes: onde assistir ao vivo, horário e escalações
+ Jardim tem um retorno e uma dúvida para o jogo Para algumas pessoas, o canto de
Mengo ficou um pouco adormecido nas arquibancadas nos últimos tempos. O preço alto
do ingresso, o público em constante mudança e as novas músicas tomaram conta do 
espaço. Mas nesta edição da Libertadores, a campanha invicta teve o som das cinco
letras que a torcida mais gosta de gritar. — Me incomodava o sumiço desse grito.
Sempre uma música comprida e depois outra, que são ótimas, mas faltava o mantra.
Aquilo que encurrala o adversário. Tem dois momentos em que o “Mengo” pura e simples
vai sendo imperativo. Primeiro, depois do ataque promissor que quase é gol. Aí vem
aquele “Mengo” em tom maior. Tem outro momento, que é o que eu mais gosto. Flamengo
é o time que tem a bola, está encurralando o adversário e vem aquele “Mengo” ininterrupto,
geralmente em tom menor, que ecoa sem parar. Abandonaram isso durante um tempo, 
agora voltou com força. Time e torcida são conectados. Se o time não vai bem, a 
torcida empurra e o time vai. Quando vai bem, impulsiona mais ainda. Quando há essa
conexão é muito difícil o Flamengo ser batido. A volta do “Mengo” é um êxtase — 
afirmou o rubro-negro e compositor André Diniz — O “Mengo” sempre foi o principal
da torcida. Estamos felizes que voltaram a cantar, como realmente é o canto do Flamengo.
O jogador já espera aquilo, de ficar cantando “Mengo” sem parar. Acho que parou 
um pouco de cantar o que cantavam naquele tempo. Mudou, agora está voltando. Leva
o time, como levou no jogo da Libertadores. O time precisou, estava na dificuldade.
Na alegria está bem e todos cantam, mas no momento ruim é que precisa levar o time.
Aquilo mexeu com a torcida do Flamengo. Esse canto nunca pode se afastar. Tem que
estar o “Mengo” — disse Evandro Bocão, ex-diretor de bateria de torcida do Flamengo.
Leonardo Jardim: “Quando o Jorginho saiu, entrou a torcida do Flamengo. Foi fantástica”
A sinergia entre arquibancada e campo é uma marca da campanha do Flamengo nesta 
Libertadores. A última impressão foi a prova disso: em um confronto difícil e de
pressão contra o Independiente del Valle, Jorginho foi expulso e complicou a vida
do time. Veio da torcida o canto de Mengo. No campo, gol de Arrascaeta e mais uma
semifinal. — A torcida foi fantástica, o Jorginho saiu mas entrou o 12º jogador,
a torcida. A gente nem sentia a falta dele – declarou Leonardo Jardim após a partida.
Paulo Tinoco, escritor e autor do livro “Flamengo — O Fenômeno Nacional”, explica
a origem do termo e a importância para a formação da arquibancada rubro-negra. A
obra investiga a relação do clube com a música, o carnaval e outros aspectos culturais
e políticos ao longo dos anos. — É uma redução do nome Flamengo, uma corruptela,
que é fazer a redução de um nome sem perder o contexto. Ocorre em 1951 com a Rádio
Nacional no programa Balança Mas Não Cai, que é humorístico. Um dos quadros era 
do Peladinho, um personagem do Flamengo alucinado. A cada jogo, se perdia, ele detonava
todos. Se ganhasse, o time era o máximo. Era o “rumo a Tóquio” dos anos 50. O bordão
dele era “Mengo, tu é o maior”. Há todo um contexto de dizer que a torcida do Flamengo
é plural e engloba pessoas de menor poder de estudo — explicou. — No final dos anos
70 o grito era diferente, nos anos 80 mudou. Esse grito de Mengo tem esse poder 
de oração, como um mantra realmente que deveria ser cantado mais tempo. Você entoar
esse grito, entendo como oração — completou. Jogadores do Flamengo aplaudem torcida
após jogo da Libertadores Gilvan de Souza/Flamengo Paulo Tinoco, André Diniz e Evandro
Bocão têm histórias diferentes nas arquibancadas. O primeiro tem catalogadas 1.560
músicas relacionadas ao clube e resolveu transmitir esse vasto universo Flamengo
na literatura. O segundo é o maior vencedor de disputas de samba-enredo da Vila 
Isabel e rubro-negro de berço. O pai chegou a ser vice-presidente de patrimônio 
e, portanto, foi dentro de casa que tudo começou. O terceiro também é ligado à escola
de samba e foi presidente da Raça Rubro-Negra no início dos anos 90. Em comum, o
amor pelo clube e a unânime vontade de ver o canto de Mengo ecoar forte pelo Maracanã.
O Flamengo entra em campo às 21h30 (de Brasília), buscando uma vaga na final da 
Libertadores depois do empate por 0 a 0 na Argentina. —Se o Mengo ecoar na hora 
certa, esse Mengo que encurrala, deixa o adversário zonzo e não para nunca, é muito
difícil bater – disse André Diniz. + Leia mais notícias do Flamengo 🎧 Ouça o podcast
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