# Lula diz ao TSE que não se opõe a liberar sigilos, mas insiste em dados de empresa de amigo de Flávio

- Link: https://portalibnews.com/2026/10/22/lula-diz-ao-tse-que-nao-se-opoe-a-liberar-sigilos-mas-insiste-em-dados-de-empresa-de-amigo-de-flavio/
- Published: 2026-10-22T11:35:21-04:00
- Author: 

Em manifestação apresentada nesta quarta-feira (22) no Tribunal Superior Eleitoral(
TSE), a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ele “não se opõe
a absolutamente nada” quanto à abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.

No entanto, o petista afirmou que o desafio original proposto por ele deve ser cumprido
em sua totalidade, insistindo para que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) inclua,
na divulgação de sigilos, os dados da empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha 
da Madeira e de propriedade do advogado Willer Tomaz, apontado como amigo próximo
do adversário. No documento enviado ao ministro André Mendonça, Lula diz que a régua
da transparência deve ser a mesma para ambos os lados. A petição de Lula diz que
a Polícia Federal encontrou registros indicando que Flávio figurava como “usuário
master” da conta da Alcazar em um banco privado, vínculo que teria sido desfeito
apenas em maio de 2025, após o início da Operação Sem Desconto, que apura fraudes
no INSS. ‘Desafio dos sigilos’: veja as diferenças das propostas de Lula e Flávio
sobre divulgação de dados Marina Franceschini analisa ‘desafio dos sigilos’ entre
candidatos à Presidência O texto também menciona viagem de Flávio em um jato executivo
da empresa de Willer Tomaz. “Se, como [o candidato do PL] afirma, nada tem a esconder,
não há razão para que a conta da Alcazar fique fora das gavetas que ele mesmo propôs
abrir. Quem não deve, não recorta”, diz a petição do presidente. Reação da campanha
adversária Do outro lado, a defesa e os aliados de Flávio Bolsonaro reagiram à movimentação.
A advogada da campanha, Maria Cláudia Bucchianeri, declarou que o grupo irá analisar
o que Lula apresentou antes de protocolar os próprios dados. “Nós pedimos que o 
sigilo não seja de 8 anos. Precisamos dar um passo além, Lula está no poder há 20
anos. Precisamos saber o padrão de vida do casal presidencial. A gente precisa verdadeiramente
de uma transparência. Queremos os telefones que eram usados”, afirmou Bucchianeri.
Aliado de Flávio, o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol foi “escalado” pela
campanha de Flávio para analisar os documentos de Lula, caso os sigilos sejam quebrados:“
Lula é especialista em ocultar patrimônio. Última vez que analisei o sigilo de Lula
ele foi parar na cadeia”, declarou Dallagnol em referência à prisão de Lula determinada
pelo ex-juiz Sergio Moro em 2018. A proposta defendida por Lula é de que ambos os
candidatos realizem um protocolo conjunto e simultâneo no TSE, apresentando de forma
integral os termos de quebra de sigilo para garantir ampla publicidade ao eleitor
brasileiro. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em agenda de campanha na quarta-feira(
21/10) Montagem/g1
