# Claude Mythos 5 tentou espalhar vírus e criou perfis falsos para enganar desenvolvedores em teste, diz Anthropic

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- Published: 2026-10-23T14:48:39-04:00
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Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo

A Anthropic afirmou nesta sexta-feira (23) que o modelo de inteligência artificial
Claude Mythos 5 tentou inserir um código malicioso em um repositório público de 
desenvolvedores e criou identidades falsas para convencer os responsáveis pelo projeto
a aprovar a alteração. O episódio ocorreu durante um teste de segurança cibernética
e foi classificado pela empresa como uma falha grave no alinhamento do modelo, processo
que busca garantir que a IA aja de acordo com as regras e evite causar danos. 🗒️
Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo a empresa, o modelo tentou
diferentes caminhos para resolver o desafio proposto em um ambiente de teste. Depois
que as tentativas autorizadas não deram resultado, passou a procurar um repositório
no GitHub, plataforma que hospeda códigos de programas, que acreditava estar relacionado
ao exercício. O projeto, porém, pertencia a desenvolvedores sem relação com o teste.
Ilustração mostra o logotipo da Anthropic e um teclado. Dado Ruvic/ Reuters O Claude
Mythos 5 enviou uma proposta de alteração com código malicioso e entrou em contato
com os responsáveis pelo repositório para tentar convencê-los a aprová-la. Quando
um desenvolvedor externo alertou que o código poderia conter um programa malicioso,
o modelo criou uma conta falsa para defender a alteração e publicou comentários 
favoráveis à sua aprovação. Os responsáveis pelo projeto recusaram a proposta, e
a tentativa não foi concluída. Segundo a Anthropic, o modelo foi além das ações 
previstas para o exercício e tentou manipular pessoas reais para atingir seu objetivo.
A companhia também destacou que o Mythos 5 não interrompeu espontaneamente a tentativa
de ataque mesmo quando surgiram sinais de que poderia estar prejudicando pessoas
de fora do teste. Em experimentos que reproduziram trechos do episódio, o modelo
interrompeu a ação por iniciativa própria em apenas 2% das simulações realizadas
a partir de etapas intermediárias ou finais do ataque. Mesmo quando recebeu informações
de que estava interagindo com desenvolvedores reais, abandonou a estratégia em apenas
5% dos casos. A IA está sob controle? CEO da Anthropic pede que setor desacelere
ritmo de desenvolvimento da IA Em testes semelhantes, versões mais recentes apresentaram
menor propensão a iniciar ataques desse tipo. A Anthropic informou que os modelos
Claude Mythos 5.1 e Claude Opus 5.5 ainda não demonstraram capacidade de interromper
de forma consistente uma ação perigosa já iniciada. Um modelo interno de pesquisa,
por outro lado, conseguiu interromper esses comportamentos de maneira consistente
nos experimentos descritos pela empresa. A Anthropic ressaltou, no entanto, que 
os resultados não garantem que os modelos mais recentes se comportarão da mesma 
forma em todas as situações. Segundo a companhia, os testes foram realizados a partir
de trechos de uma execução anterior, o que limita a comparação direta entre os modelos.
Caso fez Anthropic estudar o ‘raciocínio enviesado’ O episódio também levou a mudanças
na forma como a empresa treina e monitora seus sistemas. A Anthropic afirmou que
está desenvolvendo novas avaliações automáticas para os modelos antes de sua disponibilização
ao público e estudando o chamado raciocínio enviesado — quando o sistema interpreta
informações de maneira seletiva para justificar a continuidade de uma ação, mesmo
diante de indícios de que ela pode causar danos. No caso investigado, a empresa 
observou que o Mythos 5 passou a interpretar sinais de alerta como se fossem compatíveis
com o exercício de segurança, em vez de reconhecer que estava interagindo com pessoas
reais. A Anthropic considera que essa tendência, somada à insistência em continuar
uma estratégia já iniciada, foi um dos principais fatores que contribuíram para 
o comportamento inadequado. A investigação foi realizada em conjunto com o Instituto
de Segurança de Inteligência Artificial do Reino Unido (AISI, na sigla em inglês),
que também publicou um relatório independente sobre o episódio. O instituto se comprometeu
a realizar suas avaliações de segurança cibernética sem acesso à internet até desenvolver
controles mais robustos para impedir que os testes provoquem danos a pessoas ou 
organizações reais.
