# TSE dá 24h para Meta e X explicarem distribuição de material político 

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- Published: 2026-10-23T13:19:55-04:00
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**O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, 
deu prazo de 24 horas para que a empresa Meta – responsável pelas plataformas Facebook,
Instagram e WhatsApp – e a rede social X revelem detalhes sobre a remoção de publicações
e a forma como distribuem conteúdos de cunho político a seus usuários. **

Cueva é relator de um processo aberto pela campanha do presidente e candidato à 
reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, que alega haver um favorecimento nas plataformas
de conteúdos ligados ao candidato Flávio Bolsonaro, adversário no segundo turno 
da corrida presidencial. 

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Para ilustrar o tratamento desigual, a campanha de Lula citou a remoção de um vídeo
do projeto Revelando apresentado pelo artista MC Cabelinho, que contém críticas 
a Flávio e foi retirado da rede social Instagram na quinta-feira (22), pouco depois
de ser lançado, sob alegação de uso excessivo de Inteligência Artificial. 

Para o corregedor eleitoral, diante da proximidade da votação no domingo (25), **
o episódio “justifica a adoção de providências destinadas a esclarecer os fundamentos
da remoção e a assegurar sua pronta reavaliação”.**

O ministro, contudo, ressalvou que os elementos apresentados até o momento não permitem
concluir que o vídeo recebeu “tratamento diferenciado em razão de sua orientação
político- eleitoral”. Ele determinou à Meta que submeta o material à revisão humana.

**Outra alegação da campanha lulista é que anúncios pagos pelas campanhas oficiais
estariam tendo alcance distinto nas redes sociais**, com menor distribuição de conteúdos
ligados a Lula. A campanha lulista aponta ainda um alcance desproporcional entre
conteúdos, com favorecimento a conteúdos do campo adversário. 

A defesa de Lula reclama também de tratamento desigual pela ferramenta de IA Grok,
que funciona embutida no X, que apresentaria comportamento distinto quando confrontada
com questionamentos semelhantes a respeito das duas candidaturas. 

Em informações apresentadas ao presidente do TSE, ministro Munes Marques, nesta 
semana, a Meta negou tratamento diferenciado entre as campanhas e afirmou respeitar
todas as regras da Justiça Eleitoral. 

Nesta sexta (23), Nunes Marques deve realizar uma última reunião com representantes
das principais redes sociais – como Instagram, Facebook, TikTok e Kwai – antes do
segundo turno. 

 
