# Quem foi melhor no debate da Globo: Lula ou Flávio Bolsonaro? Colunistas do GLOBO dão notas para cada candidato

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- Published: 2026-10-24T11:19:03-04:00
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Na visão dos colunistas do GLOBO, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi
quem teve o melhor desempenho no debate que a TV Globo realizou, nesta sexta-feira(
25). O embate foi o último entre Lula e Flávio Bolsonaro, que disputam o segundo
turno da eleição para a Presidência da República no próximo domingo (25).
 Debate
na Globo: Colunistas avaliam atuação de Flávio Bolsonaro e Lula no último confronto
Veja o que é #FATO ou #FAKE nas falas de Flávio Bolsonaro e Lula no debate da Globo
O petista recebeu uma nota média 2,7, numa escala que vai de 1 a 5. Já o desempenho
do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi classificado com uma nota média 2,4. Quanto
maior o número atribuído pelo jornalista, melhor a atuação do candidato. A nota 
final é calculada a partir de uma média das pontuações atribuídas por cada colunista
ao entrevistado. No WhatsApp: entre no grupo Eleições 2026 e receba as notícias 
em primeira mão

Veja as avaliações de cada colunista:
 Miriam Leitão Lula (Nota 3): O presidente
Lula perdeu algumas oportunidades, mas dominou a maior parte do debate, inclusive
na parte da segurança. No assunto corrupção, as acusações se neutralizaram, mas 
Lula se fortaleceu ao dobrar o desafio de abertura das contas. Flávio (Nota 2): 
Flávio mostrou desenvoltura, repetiu promessas, mas tropeçou no caso da menina Ana
Clara. Fez mea culpa por ter votado contra o aumento do auxílio-maternidade. Errou
ao falar com deboche sobre os nove dedos de Lula. Vera Magalhães Lula (Nota 3): 
Novamente teve dificuldades com as regras do debate, se mostrou confuso e cansado.
Teve seus melhores momentos ao falar de Nordeste e redes sociais e ao se defender
da ofensa de Flávio, que o chamou de “nove dedos”, e ao trazer a defesa que o adversário
assumiu do policial acusado de matar a menina Ana Clara, de 5 anos. Flávio (Nota
2): O candidato do PL demonstrou mais traquejo com as regras, decorou algumas frases
de efeito e concentrou sua atuação em falar do custo de vida. Seus piores momentos
foram justamente a ofensa marçalista a Lula e reiterar a defesa ao policial que 
matou Ana Clara, ao dizer à mãe da menina (cujo nome errou) que não há certeza de
se ele é o responsável. Erros graves que foram notados em grupos e que, a depender
da repercussão, podem custar votos. Portanto a boa forma foi eclipsada pelo conteúdo.
Thomas Traumann Lula (Nota 2): Novamente, Lula teve uma atuação irregular, se perdendo
nos tempos e demonstrando cansaço. Teve o seu melhor momento ao usar o direito de
resposta sobre ter o acidente de trabalho. Flávio (Nota 3): Sem a arrogância do 
primeiro debate, se destacou ao falar do endividamento das famílias e preços nos
supermercados. Perdeu o equilíbrio ao ser confrontado com a mãe da vítima do PM 
que defendeu na Justiça, mas ganhou o debate por mostrar mais vitalidade do que 
Lula. Bernardo Mello Franco Lula (Nota 2): Aparentou cansaço e voltou a derrapar
nas regras e no formato do debate. Teve o melhor momento ao responder, depois de
insultado, que começou a trabalhar aos 12 anos, enquanto o rival sempre viveu do
dinheiro público. Flávio (Nota 2): Mais treinado que Lula, voltou a se mostrar melhor
no manejo do tempo e da linguagem televisiva. Mas derrapou mais uma vez na arrogância,
ao chamar o rival de 80 anos de “cara”, e até no capacitismo, ao usar a expressão“
nove dedos”. Fabio Graner Lula (Nota 3): Presidente Lula foi bem sucedido em sua
estratégia de mostrar experiência e que tem um plano para executar. Teve momentos
fortes, como quando rebateu o ataque de “nove dedos” feito por Flávio e ao trazer
à tona a postura errada de Flávio sobre o assassinato da menina Ana Clara, cuja 
mãe estava presente no auditório. Foi bem também no tema do Nordeste. Atrapalhou-
se em alguns momentos com a regra do debate e no bloco final não conseguiu tirar
Flávio do eixo como pretendia com o episódio da lancha com um representante de fabricante
de vacinas. Flávio (Nota 3): Flávio tem a disciplina do media training como ponto
forte e fraco. De um lado, demonstra eloquência e não pareceu ser pego de surpresa.
De outro, dificulta parecer sincero nas suas declarações. Em alguns momentos se 
mostra muito teatral e desrespeitoso, mas foi bem mais controlado do que no debate
da Band e evitou o estrago que sofreu no último domingo. Em termos de propostas,
seguiu o tom da campanha: ou genérico demais ou prometendo coisas que já estão em
curso. Assim como Lula, no bloco final fracassou na tentativa de constranger o adversário.
Pablo Ortellado Lula (Nota 3): Lula começou mal o debate, teve dificuldades de controlar
o tempo, mas jogou boa parte do debate no seu próprio terreno, dos direitos sociais.
Teve um ótimo momento quando reagiu à expressão “nove dedos”. A falta de agilidade
e os problemas vocais jogaram contra ele. Flávio (Nota 3): Flávio em geral foi mais
calmo e mais articulado. De maneira geral, apresentou melhor suas propostas. Às 
vezes foi bem preparado demais, parecendo artificial. Reagiu a todas as tentativas
de Lula de encurralá-lo se comprometendo a manter direitos sociais. Renato Meirelles
Lula (Nota 3): Começou mal. Pareceu cansado, leu informações, se atrapalhou mais
uma vez com o tempo e com as regras e gastou energia demais comparando o seu governo
com o do pai do adversário, uma conversa que interessa a Brasília, não à Classe 
C. Mas foi dele o momento mais forte da noite. Ao responder aos “nove dedos”, transformou
uma ofensa pessoal numa questão de dignidade de quem trabalha. O dedo perdido é 
história de fábrica, não de gabinete, e é exatamente aí que o eleitor da classe 
C se reconhece. Indignado, mas sem baixaria: o tom que os indecisos pediam antes
do debate. Acertou também ao trazer o caso Ana Clara, que já estava na cabeça desse
eleitor. Quando falou de salário mínimo, preço da comida e Nordeste, jogou no seu
terreno. O problema é que não sustentou: voltou para o ringue e desperdiçou parte
do que tinha conquistado. Flávio (Nota 2): Chegou mais treinado, dominou melhor 
o tempo e a linguagem da TV e falou do que pesa no bolso: salário que não dá conta,
preço no supermercado. Mas a forma não salvou o conteúdo. O deboche dos “nove dedos”
trouxe de volta a arrogância que já tinha afastado o indeciso na Band. E a insistência
na defesa do policial no caso Ana Clara, dita diante da mãe da menina, o atinge 
justamente onde ele mais precisava crescer: as mulheres. Na segurança, o seu tema
mais forte, o discurso de dureza virou falta de empatia. O pedido de desculpas pela
licença-maternidade foi bem ensaiado, mas, para quem está desconfiado, arrependimento
a dois dias da eleição pode soar como conveniência. Muitas frases prontas para virar
corte; pouca resposta sobre o que muda na vida das pessoas a partir de janeiro. 
Saldo Ao vivo, ninguém mudou voto. Os dois deixaram suas militâncias felizes, e 
o eleitor indeciso da classe C continua cansado, desconfiado e sem resposta. Um 
debate que não mexe no voto favorece quem venceu o primeiro turno. Mas atenção: 
o indeciso não assiste a debate, assiste a corte. E os dois cortes mais fortes da
noite, os “nove dedos” e Ana Clara, trabalham para o Lula. A eleição mais disputada
da história pode ser decidida amanhã, no celular. Initial plugin text l
