# Vereadora do PT é atacada durante carreata em Montes Claros

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- Published: 2026-10-25T13:18:37-04:00
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A disputa acirrada deste segundo turno tem sido acompanhada por episódios de violência
política contra candidatos, militantes, agentes públicos e cidadãos. 

Em Montes Claros (MG), a vereadora Iara Pimentel (PT) foi atingida no rosto por 
um objeto durante ato político realizado na noite de ontem e teve de deixar o local
em uma ambulância do Samu. Segundo o relato, o carro de som em que estava foi alvo
de garrafas, tijolos e outros objetos.

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A vereadora afirmou que a agressão é incompatível com a democracia, defendeu a liberdade
de manifestação política e cobrou “investigação rigorosa, apuração dos fatos e responsabilização
dos envolvidos”. Também afirmou que a violência política não pode ser naturalizada
e que nenhuma divergência justifica agressões.

“Pensar diferente é um direito. A violência política é uma ameaça à democracia. 
Nenhuma divergência pode justificar agressões ou colocar vidas em risco”, argumentou.

O episódio de Montes Claros foi citado também pela deputada federal eleita Ana Elisa(
PT-MG), que classificou a agressão sofrida por Iara Pimentel como “inadmissível”.
Ela afirmou que “a democracia não combina com pedras, ameaças e agressões” e manifestou
solidariedade à vereadora e às demais pessoas feridas, defendendo a responsabilização
dos autores.

A parlamentar já havia denunciado ser alvo de violência política, a ponto de ter
de desativar sua conta no X após sucessivas ameaças de morte e estupro.

Ana Elisa afirmou que recebia ataques “a cada dois minutos”, declarou estar “totalmente
vulnerável” e informou ter levado o caso à Polícia Civil de Minas Gerais. As mensagens
continham conteúdos racistas, misóginos e de violência sexual.

Diante das ameaças sofridas, a deputada eleita foi incluída no Programa Estadual
de Proteção de Minas Gerais.

Após votar em São Bernardo do Campo (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
citou episódios de violência registrados durante a campanha e defendeu a convivência
democrática entre pessoas com opiniões políticas, religiosas e visões de mundo diferentes.

O presidente afirmou que divergências políticas não podem resultar em agressões.“
A coisa mais sagrada na democracia é a convivência democrática na diversidade”, 
disse o presidente, citando o caso da vereadora mineira.

“Os vizinhos não precisam torcer para o mesmo time, mas não precisam brigar. Os 
vizinhos não precisam ter o mesmo candidato, mas também não precisam brigar. Não
precisam gostar da mesma religião, mas também não precisam brigar. Se cada um aprender
a respeitar o direito dos outros, a fé dos outros, o time dos outros e o partido
dos outros, a gente exerce a democracia na sua plenitude”, acrescentou.

## Ameaças a servidores da Justiça Eleitoral

Há também relatos de ameaças contra servidores da Justiça Eleitoral. A Federação
Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério
Público da União (Fenajufe) divulgou nota de repúdio às intimidações que vêm sendo
feitas desde o primeiro turno das eleições. Diante da situação, tem cobrado a responsabilização
dos envolvidos.

A União Brasileira de Mulheres do Distrito Federal (UBM-DF) denunciou, na véspera
do segundo turno, agressão contra sua presidenta, Maria das Neves Filha, e contra
a presidenta da Mocidade do Gama, Edilamar Melo.

O caso ocorreu durante uma atividade de panfletagem em frente ao CEMI-Gama e foi
registrado em vídeo. Segundo a entidade, o homem identificado é policial militar
aposentado e teria arremessado uma mesa e derrubado materiais da atividade.

A UBM-DF informou ter registrado boletim de ocorrência, anunciado medidas judiciais
e divulgado vídeo do episódio. Na nota, a entidade afirma que “não podemos naturalizar
a barbárie e a violência contra mulheres” e caracteriza o caso como violência política
de gênero.
