# TikTok Shop soma 110 mil lojas e só 3% superam R$ 1 milhão

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- Published: 2026-10-26T13:27:48-04:00
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No primeiro semestre de 2026, pouco mais de um ano após o início das operações 
do TikTok Shop no Brasil, em maio de 2025, a plataforma reunia cerca de 110,2 mil
lojas ativas no país. Desse total, aproximadamente 3,5 mil lojas haviam superado
R$ 1 milhão em GMV (volume bruto de mercadorias) cada uma, segundo dados da Momentum
Works, com base em dados da Tabcut e pesquisa própria. O contraste mostra que a 
barreira de entrada no canal diminuiu, enquanto a manutenção de um volume consistente
de pedidos depende de fatores que vão além da produção de vídeos e transmissões 
ao vivo.
 Parte desses lojistas chega ao TikTok Shop com a operação já ativa em 
outros canais. Quem vende no Mercado Livre ou na Shopee e quer adicionar o TikTok
Shop pode integrar a nova loja à estrutura existente por meio da Dogama, empresa
de sistema de gestão empresarial (ERP) para vendas online, que centraliza produtos,
pedidos e estoque dos canais integrados. Dessa forma, o cadastro usado nos marketplaces
serve de base para os anúncios no novo canal, e as vendas feitas ali atualizam o
estoque das demais plataformas. O ritmo de expansão da plataforma ajuda a explicar
a corrida de vendedores. De acordo com balanço do TikTok, o valor médio diário de
mercadorias vendidas cresceu 102 vezes entre junho de 2025 e maio de 2026, e o faturamento
com live commerce se multiplicou por 161 no mesmo intervalo. Com o número de lives
diárias 20 vezes maior, uma única transmissão pode concentrar em minutos pedidos
que, em outros canais, se distribuiriam ao longo de dias. O desafio começa depois
da entrada A expansão ocorre em um mercado no qual o vendedor raramente depende 
de um único canal. O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 235,5 bilhões em 
2025, com 438,9 milhões de pedidos, conforme a Associação Brasileira de Inteligência
Artificial e E-commerce (Abiacom), que projeta R$ 259,8 bilhões para 2026 em levantamento
divulgado em fevereiro. Nesse cenário, quem abre uma loja no TikTok Shop costuma
manter ativos os anúncios em marketplaces e em sites próprios. Para Pedro Antônio
Pagan, líder de produto da Dogama, o novo canal não deve ser tratado como substituto
dos demais. “Entrar no TikTok Shop não deveria significar abandonar os outros marketplaces.
O desafio é manter pedidos, anúncios e estoque organizados quando a operação passa
a atender vários canais”, afirma. Ainda de acordo com ele, a velocidade das transmissões
amplia esse risco. “Durante uma live, o mesmo produto pode ser vendido rapidamente
enquanto continua anunciado em outras plataformas. Se o estoque não estiver sincronizado,
o lojista corre o risco de vender um item indisponível e cancelar pedidos”, completa.
Além da disponibilidade de produtos, outras falhas costumam aparecer quando a operação
cresce sem controle unificado, como preços diferentes entre canais por falta de 
atualização e fichas de produto sem informações exigidas por cada plataforma. São
problemas de bastidor, que não dependem da qualidade do conteúdo exibido ao consumidor.
Cancelamentos pesam na reputação Os cancelamentos têm efeito direto sobre a avaliação
do vendedor. O especialista explica que a situação funciona assim: uma loja anuncia
as mesmas dez unidades em dois canais, uma live vende oito, e a disponibilidade 
dos demais anúncios precisa acompanhar essa saída. Se o estoque ficar desatualizado,
pode entrar um pedido sem produto disponível, e o cancelamento passa a contar no
histórico da conta. No Mercado Livre, por exemplo, a taxa de cancelamentos feitos
pelo vendedor é uma das métricas da reputação, ao lado de reclamações e atrasos 
no despacho. Júlio Cerqueira, líder técnico da Dogama, observa que cancelamentos
por falta de estoque “frustram clientes e prejudicam a reputação do lojista”. Por
esse motivo, segundo ele, a empresa sincroniza o estoque entre plataformas e ajuda
a prever possíveis faltas. Cadastro único e visão central A Dogama mantém integração
técnica própria com TikTok Shop, Mercado Livre, Shopee, Shein e plataformas de loja
própria. O anúncio é gerado a partir do mesmo cadastro usado nos demais canais, 
e a baixa de estoque de uma venda feita durante uma live é refletida nas outras 
plataformas. “A Dogama busca automatizar ao máximo a experiência do lojista; ele
preenche as informações do produto uma única vez, anuncia nos canais de sua escolha
em um só fluxo e depois foca apenas nas estratégias de venda do seu negócio”, explica
Cerqueira. A automação não dispensa o acompanhamento do lojista. A revisão periódica
dos cadastros, a conferência de preços por canal e a definição de uma margem de 
estoque para campanhas e transmissões seguem como tarefas de rotina, já que a sincronização
reduz o risco de venda de itens indisponíveis, mas não o elimina. Na avaliação de
Pagan, a organização da retaguarda define a capacidade de expansão. “Para crescer
em vários canais, o lojista precisa de uma visão central da operação. Ao reunir 
pedidos e estoque, a Dogama reduz o tempo gasto conciliando plataformas e deixa 
o vendedor mais livre para decidir onde e como crescer”, diz. Os números do TikTok
Shop indicam que o acesso ao canal se ampliou em velocidade, enquanto o grupo de
lojas que supera R$ 1 milhão em vendas permanece restrito. Nesse contexto, manter
estoque, preço e cadastro coerentes entre plataformas passa a fazer parte das condições
para sustentar resultados, tanto no comércio por vídeo quanto nos marketplaces tradicionais.
Para mais informações, basta acessar: https://dogama.com.br/
