# Nunes diz que 71% da frota de ônibus circulou em SP no segundo turno

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- Published: 2026-10-27T20:41:54-04:00
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que 71% da frota de ônibus
da capital paulista circulou no segundo turno das eleições, no domingo (25), apesar
de uma decisão judicial determinar a operação de 100% dos veículos previstos para
dias úteis. Segundo ele, 8.814 ônibus foram às ruas, de uma frota total de cerca
de 12 mil. Nunes atribuiu a operação parcial ao curto prazo para mobilizar motoristas
e outros funcionários das empresas concessionárias.
 A Justiça Eleitoral determinou
que a prefeitura e a SPTrans disponibilizassem 100% da frota operacional. A decisão,
tomada na véspera da votação a pedido de parlamentares do PSOL, estabeleceu multa
de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, em caso
de descumprimento injustificado. Segundo a prefeitura, o município foi notificado
da decisão às 13h10 de sábado (24) e comunicou as empresas às 13h32. O Sindicato
das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss),
que reúne 13 empresas, afirma que suas associadas receberam a determinação às 13h59.
Em nota, o sindicato informou que as concessionárias convocaram os funcionários 
e suspenderam as folgas previstas para domingo assim que foram comunicadas. Segundo
a entidade, todos os ônibus ficaram à disposição e saíram das garagens à medida 
que os profissionais compareceram para trabalhar. Nunes afirmou que o intervalo 
entre a comunicação da ordem e o início da operação, à meia-noite, dificultou a 
convocação de trabalhadores. Além dos motoristas, segundo ele, era necessário mobilizar
funcionários responsáveis pelas garagens, pela operação e pela fiscalização. — Nós
tínhamos poucas horas para mobilizar milhares e milhares de pessoas, nós e as empresas—
afirmou o prefeito m coletiva de imprensa durante a assinatura de acordo com Ministério
Público (MPSP) para uso do Smart Sampa. A prefeitura havia planejado operar com 
cerca de 6,9 mil ônibus, como no primeiro turno, em 4 de outubro. A gestão municipal
avaliou que a oferta prevista inicialmente seria suficiente para atender à demanda,
mas que assim que recebeu a decisão, solicitou às concessionárias que colocassem
100% da frota nas ruas. Durante o domingo, passageiros relataram dificuldades para
encontrar ônibus e chegar aos locais de votação. A Federação Brasil da Esperança,
formada por PT, PCdoB e PV, afirmou que apenas cerca de 60% da frota prevista estava
em circulação e acionou a Justiça Eleitoral. A federação pediu a prisão em flagrante
do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira,
e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. O juiz eleitoral negou o pedido 
por considerar que não havia elementos concretos suficientes para caracterizar flagrante.
Nunes contestou as reclamações e afirmou que a oferta de transporte superou a demanda.
Segundo ele, os ônibus ofereceram capacidade para transportar até 8 milhões de pessoas
e levaram 3,2 milhões de passageiros no domingo. O prefeito disse que o número de
passageiros foi semelhante ao do primeiro turno. Vereador quer investigar operação
O vereador Nabil Bonduki (PT), presidente da Comissão de Trânsito, Transporte, Mobilidade
Urbana e Atividade Econômica da Câmara Municipal de São Paulo, quer investigar a
operação. O vereador pretende apurar os critérios usados pela prefeitura para definir
a frota nos dois turnos e verificar se a oferta de transporte foi compatível com
a demanda dos eleitores. A investigação também poderá examinar os dados de circulação
dos ônibus e a resposta da administração municipal à determinação judicial.
