# Projeto de exploração marítima de potássio é desenvolvido em Sergipe

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- Published: 2026-10-28T00:03:51-04:00
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Potássio offshore abre nova fronteira mineral em Sergipe
 Governo de Sergipe Um
projeto de exploração marítima de potássio na Bacia de Sergipe-Alagoas deve impactar
o cenário da mineração e do agronegócio. Desenvolvido pela empresa South Atlantic
Potash (SAP), com o apoio da Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE),
o empreendimento localizou jazidas de silvinita, rocha associada à presença de potássio—
mineral utilizado na fabricação de fertilizantes. Segundo a base de dados históricos
da SAP, quatro poços atravessaram o Membro Ibura, da Formação Muribeca, e confirmaram
a presença de silvinita. Em um desses poços, foi identificada uma camada de 27,5
metros de silvinita a aproximadamente 2,5 quilômetros de profundidade. 📲 Clique
aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp A partir da análise conjunta dos dados
dos poços e das informações sísmicas, a empresa delimitou nove alvos exploratórios
no Baixo Mosqueiro. No entanto, essas áreas ainda não representam reservas minerais
comprovadas. Agora no g1 Atualmente, o projeto encontra-se na fase de avaliação 
técnica conceitual. Os próximos passos incluem campanhas de sondagem confirmatória
no mar, estimativa formal dos recursos minerais, estudos de viabilidade econômica
e engenharia, além do licenciamento ambiental e estruturação do financiamento. Mineração
offshore A iniciativa não prevê grandes escavações no fundo do oceano, e adapta 
para o mar a técnica de lavra por dissolução (solution mining). O processo consiste
em perfurar poços a partir de estruturas marítimas e injetar água nas camadas subterrâneas
para dissolver os sais, criando uma salmoura rica em minerais que retorna à superfície.
Transportada para uma unidade em terra, a salmoura passa por evaporação e cristalização
para a separação dos sais. O objetivo final é obter KCI, insumo fundamental para
a fabricação de fertilizantes agrícolas. De acordo com o CEO da SAP, Bonzi Yokomizo,
a tecnologia reduz os impactos ambientais por não gerar rejeitos sólidos, dispensar
o uso de barragens e não utilizar reagentes químicos. O cloreto de sódio obtido 
no processo será vendido como coproduto, e a salmoura residual passará por rigoroso
controle de licenciamento ambiental. Potássio offshore abre nova fronteira mineral
em Sergipe Governo de Sergipe Impactos no agronegócio A iniciativa ataca um dos 
gargalos do agronegócio brasileiro: a dependência externa do potássio que é utilizado
na produção de fertilizantes. O Brasil é o segundo maior consumidor mundial do mineral,
mas importa mais de 96% do cloreto de potássio (KCl) que utiliza. A oferta global
é fortemente concentrada em apenas três países — Canadá, Rússia e Belarus —, que
respondem por 87% do mercado internacional. Segundo o governo do estado, a meta 
inicial da empresa é produzir 2 milhões de toneladas de potássio por ano, o que 
corresponderia a cerca de 14% da demanda nacional — quatro vezes a produção brasileira
atual. Além de gerar uma economia anual estimada entre US$ 600 milhões e US$ 800
milhões, a expectativa é que a produção local traga maior segurança de abastecimento
contra crises externas. Potássio em Sergipe A presença de potássio em Sergipe é 
conhecida desde 1963, quando a Petrobras descobriu jazidas acidentais em Rosário
do Catete. O município abriga até hoje a única mina de potássio em operação no país,
no Complexo Mineroquímico de Taquari-Vassouras. ⬇️​ LEIA TAMBÉM: Abastecimento de
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