Monumental se prepara para o adeus histórico de Messi na Argentina
A despedida oficial no Monumental
O estádio do River Plate se prepara para receber 101 mil torcedores na despedida oficial de Lionel Messi da seleção argentina, marcada para esta terça-feira, contra o Benim, em amistoso internacional em Buenos Aires. A relação do craque com o palco esportivo ajudou a definir o local como o cenário ideal para o encerramento de sua trajetória com a camisa albiceleste.
Para especialistas, o local carrega um peso simbólico único na história do jogador com o país.
– Temos que pensar que o Monumental foi o cenário em que Messi se desenvolveu como jogador da seleção argentina. É claro que houve partidas da Argentina em Córdoba, Mendoza, Santa Fé e até na própria Bombonera, estádio do Boca. Mas o Monumental é o cenário da seleção argentina. O Monumental é, sim, o lugar de Messi e da seleção para se despedir – disse o jornalista Alejandro Wall ao ge.
A importância histórica do estádio também foi destacada por Ezequiel Fernández Moores, jornalista, escritor e historiador argentino.
– A casa da seleção na Argentina é o River. Sempre foi, ou praticamente sempre. É o estádio símbolo da Copa do Mundo de 1978. Desde aquela conquista, também se tornou a casa da seleção em termos históricos. Toda a trajetória dele foi praticamente ali. Então, sim, é o estádio – afirmou Ezequiel Fernández Moores.
O historiador também pontuou a diferença simbólica entre o palco da despedida e a casa tradicional do maior rival histórico de Messi na memória afetiva do futebol local.
– A Bombonera é o estádio mais “cartão-postal”, por assim dizer, do futebol argentino, mas é algo mais nosso, mais de consumo interno. Para quem está do lado de fora, também chama muita atenção, claro, mas, como casa da seleção, sempre foi o River. É paradoxal, porque a Bombonera é o estádio que mais identificou Diego. Inclusive, a despedida dele, “La pelota no se mancha”, foi ali, na Bombonera.
Da estreia aos recordes com a 10
A história de Messi no gramado começou em 9 de outubro de 2005, quando tinha apenas 18 anos e vestia a camisa 19 na vitória sobre o Peru pelas Eliminatórias. Anos depois, em março de 2009, o estádio testemunhou sua primeira partida oficial usando a icônica camisa 10, com Diego Maradona comandando a equipe à beira do campo.
O local também foi cenário de momentos de consagração máxima, como em setembro de 2021, quando o atacante marcou um hat-trick contra a Bolívia, ultrapassou Pelé e celebrou o título da Copa América com os torcedores. Pouco tempo depois, retornou ao mesmo gramado para festejar a conquista da Copa do Mundo de 2022 diante de arquibancadas lotadas.
Mais de duas décadas após sua primeira aparição vestindo a camisa 19, o círculo se fecha no mesmo gramado onde o jovem talento se transformou no maior artilheiro e capitão da história da seleção argentina.
Fonte: GE Futebol Internacional