Alta de vírus respiratórios eleva alerta para SRAG no Brasil
O monitoramento epidemiológico nacional identificou uma trajetória de crescimento nas infecções por diferentes patógenos que causam a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados recentes apontam que o rinovírus, o metapneumovírus e o Sars-CoV-2 mostram propensão de alta em todo o território brasileiro, embora as notificações semanais de hospitalizações provocadas especificamente pela covid-19 permaneçam em patamares reduzidos.
Faixas etárias mais vulneráveis e mortalidade
O panorama nacional revela uma leve retomada no avanço dos quadros respiratórios graves entre o público infantojuvenil, atingindo especialmente pacientes de 2 a 14 anos. Nas demais faixas de idade, o comportamento geral é de estabilização.
Ao analisar as últimas oito semanas epidemiológicas, a taxa média de incidência e os óbitos mantêm o padrão tradicional de atingir as extremidades da vida: enquanto crianças com até 2 anos sofrem o maior impacto em volume de adoecimento por SRAG, os índices de letalidade se concentram com maior severidade na população com 65 anos ou mais.
Regiões e capitais em nível de risco
Em âmbito regional, três estados demonstram atenção redobrada: Alagoas, Roraima e Sergipe registraram patamares classificados entre alerta, risco ou alto risco nas duas últimas semanas, acompanhados de sinais de avanço contínuo ao longo do último mês e meio. Nesses territórios, a alta atinge majoritariamente crianças e jovens, sendo que o metapneumovírus foi identificado como o principal causador em solo alagoano e sergipano. Em Roraima, o agente infeccioso predominante segue sem definição conclusiva por falta de amostragem suficiente.
Outras cinco unidades da federação — Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina — também se encontram em patamares elevados de atenção, contudo sem registrar elevação no horizonte de longo prazo. Entre os centros urbanos, cinco capitais demandam vigilância redobrada por apresentarem atividade preocupante recentemente: Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória.
Comportamento de outros agentes e vacinação
Diferente dos vírus em ascensão, o levantamento destaca que “os casos de SRAG por VSR e influenza B estão em queda e as hospitalizações por influenza A estão estáveis em níveis baixos de incidência”.
Diante do quadro, especialistas reforçam a necessidade de manter a imunização atualizada para conter complicações severas. A recomendação expressa é de que “a população prioritária verifique se está em dia com a vacinação contra a covid-19”. Além disso, a orientação ressalta o cuidado com a proteção materna: “No caso das gestantes, é fundamental também se vacinar contra o Virus Sincicial Respiratório [VSR]”.
Fonte: Agência Brasil — Saúde