Copiloto da Flydubai queria repetir o 11 de Setembro em Israel
O plano do copiloto Hamam al-Hammami, detido na última quarta-feira (30 de setembro) em um voo entre Dubai e Tel Aviv, era arremessar a aeronave comercial contra o terminal de passageiros do aeroporto Ben Gurion para causar destruição em massa. Apurações preliminares conduzidas nos Emirados Árabes Unidos revelam que o suspeito de 29 anos agia motivado por convicções extremistas, buscando reproduzir a dinâmica dos atentados terroristas de 2001 nos Estados Unidos.
Tentativa de ataque foi contida a bordo
Durante o trajeto rumo ao território israelense, o suspeito agrediu fisicamente o outro piloto da cabine para assumir o controle dos comandos da Flydubai. A ação foi frustrada graças à reação rápida do comandante e de passageiros, que conseguiram subjugar o agressor e assegurar a integridade do voo antes que a rota fosse alterada em direção ao solo.
Radicalização e voos de reconhecimento
De acordo com o comunicado divulgado pelas autoridades judiciais dos Emirados Árabes Unidos, a obsessão pelo terrorismo na aviação definiu os rumos da carreira do suspeito. “A ideia de realizar uma operação semelhante usando uma aeronave se enraizou firmemente em sua mente”, afirmou o comunicado oficial sobre o caso.
As investigações apontam que al-Hammami começou a manifestar tendências extremistas em 2017, época em que realizava estudos acadêmicos na Austrália. Desde então, ele intensificou o consumo de conteúdos na internet que glorificavam ações violentas e atentados suicidas. Como parte da preparação, passou a treinar boxe com instrutor particular e já havia participado de outros dois voos para o aeroporto Ben Gurion, utilizando essas viagens prévias para reconhecer a rota e as instalações aeroportuárias.
Histórico na aviação e processo seletivo
A trajetória profissional do copiloto também passou a ser examinada minuciosamente. Entre 2020 e 2024, ele atuou na Oman Air, empresa na qual chegou a ser afastado do treinamento prático de voo devido a preocupações internas com suas posturas radicais. Posteriormente, em 2025, participou de um programa de treinamento de três meses na Royal Air Maroc, mas não foi admitido. Sua contratação pela Flydubai ocorreu em janeiro de 2026.
Durante a admissão na companhia árabe, al-Hammami atendeu a todos os critérios protocolares de segurança, possuindo licenças válidas, atestados de conduta e avaliações regulares. “Não surgiram indícios durante esses procedimentos que revelassem suas inclinações extremistas ou sua intenção de realizar um plano terrorista”, afirmou o procurador-geral dos Emirados, Al Shamsi, segundo a imprensa estatal.
Investigação sobre possíveis cúmplices
Embora tenha declarado durante os depoimentos que agiu
Fonte: Admin.cnnbrasil