Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas fazem ato político no Rio
Aliança política na campanha
Durante um evento de campanha realizado na Ilha Itanhangá, localizada na Barra da Tijuca, bairro nobre da Zona Oeste carioca, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro esteve acompanhado pelo deputado estadual Douglas Ruas, candidato a governador do Rio de Janeiro pela mesma legenda. Conversando com jornalistas nos bastidores do encontro com apoiadores e lideranças políticas, o postulante ao Planalto declarou que os dois estão unidos para “declarar guerra” à criminalidade.
“Aos narcoterroristas de Comando Vermelho, PCC e milícias que estão aqui no Rio, estão em São Paulo, estão em todo o Brasil”.
O histórico dos políticos envolvidos na agenda traz diferentes conexões e episódios passados. Douglas Ruas é filho de Capitão Nelson, atual prefeito de São Gonçalo, cujo nome apareceu no relatório final da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em 2008 como suposto líder de grupos paramilitares na região, embora ele negue tais apontamentos. Por sua vez, Flávio Bolsonaro já propôs moções e homenagens a Adriano da Nóbrega na época em que atuava como deputado estadual, além de ter empregado familiares do miliciano em seu gabinete e de enfrentar acusações sobre o direcionamento de verbas para projetos ligados a condenados por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.
Esclarecimentos sobre programas sociais
Durante o ato político, o candidato buscou afastar especulações e classificou como “boatos” os rumores de que pretende vender a estatal petrolífera. Ele também comentou sobre auxílios do governo federal e garantiu que “está conversando” com outras legendas após receber o apoio formal de Augusto Cury na véspera.
“Há várias mentiras circulando. Uma delas é que eu acabaria com o Bolsa Família. Isso é mentira”.
Apesar da promessa de manutenção dos benefícios sociais, a gestão econômica anterior ligada ao grupo político enfrentou questionamentos públicos. Em 2022, a proposta de orçamento enviada ao Congresso registrou uma queda considerável nos repasses destinados ao Farmácia Popular. Enquanto isso, a coordenação econômica da campanha debate cortes de despesas públicas e redução no número de pastas ministeriais para ajustar as contas do Estado.
Fonte: Agência Brasil — Política