Síndrome do intestino irritável: entenda a ligação com o emocional
A síndrome do intestino irritável atinge de 5% a 10% de todas as pessoas no mundo, configurando o diagnóstico mais comum nos consultórios de gastroenterologia. O manejo adequado dessa condição ultrapassa o uso de remédios, exigindo cuidados rigorosos com o bem-estar psicológico, a rotina de descanso e a prática de exercícios físicos.
A forte conexão entre mente e sistema digestivo
Especialistas apontam que existe uma conexão bidirecional clara entre os problemas intestinais e o estado emocional. Isso significa que crises de estresse intensificam as dores e desconfortos abdominais, ao mesmo tempo em que os sintomas físicos constantes acabam agravando quadros latentes de ansiedade e depressão.
O papel da psicologia e da psiquiatria no alívio dos sintomas
Para lidar com a carga emocional da doença, médicos destacam o uso de métodos não medicamentosos. Entre eles, a terapia cognitivo-comportamental se destaca por ajudar o paciente a identificar sentimentos e atitudes que afetam diretamente o aparelho digestivo.
“Isso pode ser conduzido de uma maneira organizada, estruturada em psicoterapias”, afirmou Arthur Danila.
Quando o paciente apresenta transtornos psicológicos associados ao problema gástrico, o acompanhamento psiquiátrico com remédios se torna indispensável para complementar as terapias.
Pilares essenciais do estilo de vida saudável
O tratamento integrativo se sustenta em três pilares principais: dieta balanceada, atividade física e noites bem dormidas. O descanso adequado, inclusive, costuma ser o fator mais esquecido no cotidiano moderno.
“As pessoas consomem telas até altas horas da noite, acabam prejudicando a qualidade do sono e reduzindo o tempo de sono”, observou.
A falta de descanso adequado potencializa o estresse diário, agravando a condição intestinal.
“O sono é o momento em que a gente recolhe as nossas energias para restaurar, consolidar a nossa memória e nos prepararmos para o dia seguinte”, explicou Arthur Danila.
Atividade física e dieta regulam o organismo
Além do repouso, movimentar o corpo gera endorfinas, proporcionando bem-estar e auxiliando diretamente na regulação dos movimentos intestinais. Aliada aos exercícios, uma dieta voltada para evitar alimentos altamente fermentáveis fecha o ciclo de cuidados essenciais recomendados aos pacientes.
Fonte: Admin.cnnbrasil