Novo álbum de Karinah celebra as grandes damas do samba
A cantora paranaense Karinah, que atua no universo do samba desde 2012 — quando lançou o disco “Você merece sambar” —, prepara a chegada de seu novo projeto para o dia 19 de novembro. Intitulado “As damas do samba”, o trabalho traz releituras de grandes clássicos e conta com a produção musical de Ana Costa.
Homenagem às pioneiras do gênero
O repertório da obra completa é composto por 16 faixas e presta tributo a oito grandes nomes femininos da história da música brasileira. A seleção abrange desde a pioneira Ivone Lara (1922 – 2028) até Jovelina Pérola Negra (1944 – 1998), passando também por Elza Soares (1930 – 2022), Clementina de Jesus (1901 – 1987), Beth Carvalho (1946 – 2019), Clara Nunes (1942 – 1983), Leci Brandão e Alcione. Cada uma das artistas homenageadas é representada por duas músicas no projeto.
O primeiro single e curiosidades do repertório
O lançamento oficial do disco é antecedido pelo single do samba “Você passa eu acho graça” (Ataulfo Alves e Carlos Imperial), que sai em 15 de outubro. A faixa foi o primeiro sucesso de Clara Nunes, lançado em 1968, três anos antes da conversão da cantora mineira ao samba a partir de 1971.
Outro destaque curioso do repertório é a regravação de “Na linha do mar”, composição de Paulinho da Viola propagada na voz de Clara em 1979, mas efetivamente lançada em 1973 por Clementina de Jesus, associação que Karinah faz no ainda inédito álbum “As damas do samba”.
A lista completa de músicas por artista
O repertório completo que integra o disco “As damas do samba” está dividido da seguinte forma:
Alcione: “Figa de guiné” (Chico da Silva e Antônio José, 1972 ) e “Sufoco” (Francisco Ferreira da Silva e Antônio José, 1978).
Beth Carvalho: “Água de chuva no mar” (Carlos Caetano, Wanderley Monteiro e Gerson Gomes, 1999) e “Dor de amor” (Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Acyr Marques, 1986).
Clara Nunes: “Você passa eu acho graça” (Ataulfo Alves e Carlos Imperial, 1968) e “Guerreira” (João Nogueira e Paulo César Pinheiro, 1978).
Clementina de Jesus: “Embala eu” (Albaléria, 1979) / “Marinheiro só” (tema de domínio público em adaptação de Caetano Veloso, 1969) e “Na linha do mar” (Paulinho da Viola, 1973).
Dona Ivone Lara: “Mas quem disse que eu te esqueço” (Dona Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho, 1981) e “Alguém me avisou” (Dona Ivone Lara, 1980).
Elza Soares: “Se acaso você chegasse” (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, 1938) e “Pressentimento” (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho, 1968).
Jovelina Pérola Negra: “No mesmo manto” (Beto Corrêa e Lúcio Curvello, 1991) e “Luz do repente” (Arlindo Cruz, Franco, Marquinho PQD, 1987).
Leci Brandão: “Fogueira de uma paixão” (Arlindo Cruz, Acyr Marques e Luiz Carlos da Vila, 1987) e “Isso é fundo de quintal” (Leci Brandão e Zé Maurício, 1985).
Com essa seleção robusta, o novo trabalho reforça a importância das mulheres na construção e consolidação da identidade musical brasileira.
Fonte: G1 Pop & Arte