Golaço de bicicleta de Geyse em vitória do Brasil homenageia irmão
Com uma pintura de bicicleta aos 38 minutos da etapa inicial, a atacante Geyse foi um dos principais destaques na vitória do Brasil por 3 a 1 sobre a Argentina, em partida disputada no estádio Beira-Rio. Logo após balançar as redes no clássico sul-americano, a atleta celebrou com seu tradicional mortal, ergueu os braços e apontou para a tatuagem dedicada a Geovanne Ferreira, seu irmão e maior incentivador, que morreu em um trágico acidente de carro no início do ano passado.
Superação e a volta por cima no futebol
A perda de Geovanne em janeiro de 2025 abalou profundamente a jogadora, que chegou a cogitar o encerramento da carreira em mais de uma ocasião. Antes de reencontrar o caminho dos gols pela seleção brasileira, a atleta optou por não retornar ao Manchester United, da Inglaterra. Ela enfrentou um quadro de depressão durante sua passagem pelo Gotham, dos Estados Unidos, e conseguiu recuperar o prazer de atuar nos gramados apenas após se transferir para o América, do México.
Encontrando acolhimento junto às companheiras de equipe e suporte psicológico no clube mexicano, a atacante conseguiu retomar sua reestruturação pessoal e profissional. O rendimento em campo disparou com 16 gols e três assistências nos últimos 10 jogos da temporada pelo time mexicano, desempenho que a conduziu de volta às convocações da Amarelinha e ao protagonismo em campo.
Reconhecimento da comissão técnica
O excelente momento vivido pela atleta foi exaltado pelo auxiliar Rodrigo Iglesias, que assumiu o comando da equipe durante a suspensão do técnico Arthur Elias.
– A Geyse está talvez no melhor momento da carreira – valorizou o auxiliar Rodrigo Iglesias, que comandou o time na ausência do técnico Arthur Elias, suspenso.
– É nítido como ela está bem com ela mesma. É potente, finalizadora, foi ótimo ter feito o gol porque ela merece, entrega muito e, dentro do que a gente tem proposto, ela casa muito bem com essas ideias.
– Tem impacto muito grande no jogo, está em um momento incrível, acho que ela mereceu.
A memória que guia a carreira
O forte vínculo emocional com o irmão permanece como o principal combustível para a trajetória da atleta no esporte.
– Veio ele na minha cabeça – conta Geyse, ao ge, sobre o que pensou no momento do gol.
– Tenho o nome dele tatuado aqui com uma estrela. Sempre que faço gol, dou meu mortal e levanto os braços para dedicar a ele, e beijo a tatuagem. Tenho o nome de todos os irmãos, mas o dele tem uma estrela.
– Creio que ele é meu anjo protetor. Está orgulhoso de mim e da trajetória que eu venho fazendo nessa temporada.
Com a atuação de gala e o gol memorável no Beira-Rio, a jogadora reafirma sua importância tática para a seleção brasileira feminina e coroa um processo de resiliência que transformou a dor da perda em força dentro dos gramados.
Fonte: GE Futebol