Eleições no São Paulo travam planejamento e futuro de Dorival
O São Paulo enfrenta um cenário de total paralisação em seu planejamento para a temporada de 2027 devido ao processo eleitoral indefinido e à escassez de recursos financeiros em caixa. Com o pleito marcado para a primeira quinzena de dezembro, a gestão atual vive seus últimos 60 dias sem autonomia, o que impediu o início de qualquer tratativa de renovação contratual neste último trimestre.
Situação indefinida da comissão técnica
O técnico Dorival Júnior possui vínculo apenas até o encerramento deste ano e ainda não sabe se continuará no cargo. Sem conversas iniciadas para a extensão do acordo, o comandante aguarda a definição política dos bastidores.
– Primeiro precisa ver se as pessoas que estão no São Paulo vão querer que o Dorival fique. Estou aqui para desenvolver um trabalho. Vim aqui pensando em deixar o meu melhor aqui dentro. Não imaginava um ano tão difícil em alguns aspectos. Os resultados não nos satisfazem – disse em entrevista coletiva após a derrota para o Santos.
– Talvez seja um momento que tenhamos que passar. É assim que encaro a vida. Já convivi em outras equipe e situações semelhantes, fomos felizes e nos organizamos. O que vai acontecer depois do final do ano, temos que deixar as pessoas se estabilizarem dentro do clube e verem o que é melhor. – completou o treinador sobre o futuro.
Jogadores com contratos no fim
Além do comando técnico, o clube do Morumbi possui cinco atletas cujos vínculos se encerram no final de 2026. O grupo divide-se entre jogadores que pertencem ao próprio Tricolor paulista e outros que atuam sob regime de empréstimo, tornando os cenários bastante distintos para a diretoria.
Os casos mais simples envolvem o zagueiro Rafael Toloi e o atacante Lucas, que têm os direitos ligados à instituição e aguardam uma manifestação oficial da diretoria para definir a permanência. Por outro lado, o lateral Iago, o meia Cauly e o atacante Artur exigem negociações complexas por estarem cedidos temporariamente por outras equipes.
Detalhes dos atletas emprestados
O lateral Iago não possui cláusula de aquisição com preço fixado em contrato, obrigando o São Paulo a abrir conversas diretas com o Bahia caso deseje contar com o titular no próximo ano. Já o meia Cauly, também cedido pelo clube baiano, contava com uma meta de partidas que acionaria a obrigação de compra, mas o objetivo não foi alcançado; o valor estipulado era de 2 milhões de euros por metade dos direitos econômicos.
No caso do atacante Artur, emprestado pelo Botafogo, existe uma preferência de aquisição fixada em 6 milhões de euros por 60% dos direitos. A diretoria são-paulina ainda mantém um acordo de divisão salarial baseado no aproveitamento do atleta em campo.
Cenário político e sucessão presidencial
O atual presidente Harry Massis não deve disputar a reeleição, e a situação ainda não definiu um candidato para o pleito de dezembro. Até o momento, o único nome confirmado na disputa é o de Marcelo Portugal Gouvêa, representando a chapa de oposição, o que mantém o clube estagnado no mercado da bola.
Fonte: GE Futebol