EUA suspendem sanções contra líder do Parlamento da Venezuela
O governo dos Estados Unidos retirou as sanções econômicas impostas a Jorge Rodríguez, chefe da Assembleia Nacional da Venezuela e irmão da atual mandatária interina do país, Delcy Rodríguez. A decisão, anunciada nesta quarta-feira, foi formalizada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), órgão ligado ao Departamento do Tesouro americano responsável por gerenciar a lista de restrições, embora nenhuma justificativa tenha sido divulgada oficialmente.
H2 Retorno ao sistema financeiro dos EUA Com a exclusão de seu nome do registro restritivo da Ofac, Jorge Rodríguez ganha novamente permissão para operar no sistema financeiro dos Estados Unidos. A agência internacional AFP entrou em contato com o Tesouro americano em busca de esclarecimentos sobre a manobra diplomática, mas não obteve detalhes adicionais sobre os critérios que motivaram a anulação das penalidades aplicadas inicialmente em setembro de 2018.
H2 Alcance limitado da medida e o contexto político Especialistas apontam que a retirada da lista de punições financeiras não resulta automaticamente na liberação de outros impedimentos, a exemplo da devolução de autorizações de viagem ou vistos para circular em território norte-americano.
H3 Mudanças na cúpula venezuelana A flexibilização das restrições a Jorge ocorre meses após sua irmã, Delcy Rodríguez, ser retirada do mesmo rol de sanções em 1º de abril. A alteração no cenário político venezuelano intensificou-se logo após a prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, detidos e transferidos para responder a acusações criminais em Nova York.
H3 Transição e mercado petrolífero A captura de Maduro marcou o início de um processo de transição na administração venezuelana, supervisionado pela gestão de Donald Trump e executado pela liderança interina em conjunto com o Parlamento. Paralelamente, o Legislativo venezuelano, cuja legitimidade é questionada por opositores locais, teve um papel central na reestruturação e na abertura da indústria de petróleo nacional para companhias e interesses dos Estados Unidos.
Fonte: GLOBO