Rebeca Andrade no Mundial: saltos, trave e foco em 2028
A principal estrela da ginástica artística brasileira, Rebeca Andrade, está pronta para mais um desafio internacional. Escalada ao lado de outras cinco atletas do país, a multicampeã olímpica de 27 anos é a grande atração do Mundial de Roterdã, que tem suas finais transmitidas ao vivo pelo sportv a partir do dia 20 de outubro. Após um período sabático e de foco na recuperação física e mental pós-Jogos de Paris 2024, a atleta inicia uma nova fase em sua carreira.
Retorno gradual e planejamento estratégico
Diferente de anos anteriores, a prioridade da brasileira deixou de ser o acúmulo de pódios e passou a ser a preservação da saúde física e mental com vistas aos Jogos de Los Angeles 2028. A comissão técnica preparou uma reativação planejada para que o corpo e a mente da ginasta se acostumem novamente ao alto rendimento.
– Esse retorno é pensado passo por passo para ter uma readaptação. Claro que uma atleta com a experiência dela já tem muito repertório. Aí às vezes a gente precisa trabalhar até para manter esse aspecto gradual e não pular etapas. É um cuidado fundamental para adaptar corpo e mente àquela carga, àquele estímulo – afirmou Aline Wolff, psicóloga responsável pelo trabalho mental de Rebeca.
Especialista em salto e trave
Na Holanda, Rebeca atuará em apenas dois aparelhos, totalizando no máximo seis séries em toda a competição — uma queda drástica em relação às 15 apresentações realizadas em 2023. O primeiro passo da retomada aconteceu no salto, onde ela já faturou o ouro no Pan-Americano com a melhor média do mundo na temporada e treina forte o complexo Cheng. O segundo passo é a trave, aparelho que lhe rendeu a prata na Copa do Mundo de Szombathely em setembro.
Enquanto as barras assimétricas — aparelho favorito da atleta e onde foi vice-campeã mundial em 2021 — estão programadas apenas para o ciclo de 2027, o solo foi completamente riscado dos planos. A decisão de abandonar o solo e o individual geral é puramente estratégica e visa proteger o físico da ginasta, prolongando sua trajetória profissional.
– O Mundial é uma fase importante da preparação. Esse trabalho vai continuar. A gente não para aqui. Então nós tentamos colocar ela de novo no cenário. Hoje nós temos a atleta apta para competir de uma forma segura – declarou Alvaro Margutti, fisioterapeuta da seleção brasileira de ginástica.
Mesmo competindo de forma reduzida e longe da disputa pelo título do individual geral, a brasileira mantém o status de favorita ao pódio nas provas em que se apresenta, inaugurando uma nova era em sua vitoriosa carreira.
Fonte: GE — Geral