Propostas de Flávio Bolsonaro e Lula para o agro e exterior
As estratégias de abertura de mercados, negociação de acordos e laços internacionais formam a base dos planos de governo dos presidenciáveis Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva para o setor produtivo.
Cenário das propostas
Diante de barreiras comerciais e instabilidades geopolíticas, as diretrizes buscam projetar o Brasil no cenário global, captar investimentos e proteger os produtores.
Essas medidas aparecem diluídas em diferentes frentes dos programas, abrangendo política externa, inovação, transição energética, desenvolvimento industrial e pautas ambientais.
Plano de Flávio Bolsonaro
O programa de Flávio aposta em uma diplomacia orientada pelo “profissionalismo, pelo pragmatismo e pelo interesse econômico brasileiro”, conforme diz o plano. A estratégia engloba conversas com China, Estados Unidos, União Europeia e nações asiáticas para obter vantagens comerciais.
O texto também aponta a necessidade de recompor os laços diplomáticos com Argentina, Israel e Estados Unidos, avaliando que houve desgaste nessas alianças recentemente.
Abertura e competitividade
Para o candidato, o país deve se preparar para uma abertura econômica que facilite a importação de tecnologias, insumos e bens de capital. A medida visa estimular a concorrência e baratear os produtos para o consumidor final, cabendo ao Estado evitar dependências críticas em cadeias de suprimento.
Na frente de cooperação, a retomada da entrada na OCDE é prioridade, acompanhada pela extinção gradual do IOF nas operações cambiais. O plano prevê ainda o incentivo à agroindústria avançada e o apoio a pequenas e médias empresas via BNDES e Apex-Brasil.
Plano de Luiz Inácio Lula da Silva
O candidato do PT propõe estender as parcerias estratégicas, buscar novos acordos e manter uma postura diplomática universalista com todas as regiões.
No agronegócio, a meta é prosseguir com a diversificação dos compradores externos, utilizando como base a abertura de 656 novos mercados no atual mandato para diminuir riscos geopolíticos.
Integração regional e defesa comercial
Lula defende fortalecer os instrumentos de defesa do setor com respaldo nas regras multilaterais, além de dar continuidade ao Plano Brasil Soberano.
O programa também prioriza consolidar o Mercosul como eixo de integração regional, criar um mercado sul-americano de energia e impulsionar a bioeconomia na Amazônia. No âmbito ambiental, a proposta inclui metas globais contra o desmatamento e transição energética com foco na soberania nacional.
Fonte: Admin.cnnbrasil