BYD Dolphin Mini ou Geely EX2: Qual hatch elétrico vale a pena?
O mercado brasileiro de veículos movidos a bateria ganhou um concorrente de peso com a chegada do Geely EX2, modelo que desafia a hegemonia do BYD Dolphin Mini. Ambos os hatches foram desenvolvidos com foco principal no deslocamento urbano e compartilham propostas semelhantes, mas utilizam estratégias distintas para atrair consumidores que desejam adquirir um carro elétrico sem ultrapassar a faixa de R$ 100 mil em sua base.
Enquanto a fabricante do Dolphin Mini aposta em dimensões reduzidas e em um custo inicial mais acessível, a rival aposta em diferenciais mecânicos importantes, como tração traseira, suspensão independente nas quatro rodas, propulsor mais forte e carroceria com medidas ampliadas.
Valores e configurações disponíveis no país
No caso do representante da BYD, os preços variam de acordo com campanhas promocionais vigentes e a versão escolhida. A configuração GL já apareceu por R$ 109.990, enquanto a opção topo de linha GS foi anunciada por R$ 119.990, tornando fundamental a confirmação dos valores atualizados diretamente nas concessionárias antes de fechar qualquer negociação.
Por sua vez, o EX2 é comercializado nas variações Pro e Max, com preços de referência fixados em R$ 123.800 e R$ 136.800, respectivamente. Ambas as versões compartilham o mesmo conjunto mecânico, composto por uma bateria de 39,4 kWh e um motor traseiro que entrega 116 cv, sendo a diferença concentrada na lista de recursos tecnológicos e de conforto.
Autonomia, capacidade de carga e baterias
Considerando a homologação oficial do Inmetro, o modelo da Geely atinge 289 km de alcance por carga, ao passo que o concorrente da BYD alcança 280 km. Trata-se de uma margem estreita de apenas 9 km, que na prática pode variar consideravelmente conforme o estilo de condução, uso do ar-condicionado, relevo, temperatura e velocidade média.
Em relação à recarga rápida em corrente contínua (DC) de 30% a 80%, o Dolphin Mini exige cerca de 22 minutos, enquanto o EX2 realiza o mesmo procedimento em aproximadamente 21 minutos, embora a infraestrutura dos eletropostos e a temperatura das células também influenciem o desempenho energético. A bateria do BYD possui 38 kWh de capacidade, contra 39,4 kWh do rival asiático.
Desempenho, motorização e dirigibilidade
O Dolphin Mini entrega 75 cv de potência e 13,8 kgf/m de torque com tração dianteira, cumprindo o 0 a 100 km/h em 14,9 segundos, um setup adequado para a agilidade exigida no trânsito das grandes cidades.
Já o EX2 conta com 116 cv e 15,3 kgf/m, indo de 0 a 50 km/h em 3,9 segundos e alcançando os 100 km/h em 10,2 segundos. Nas impressões ao volante em São Paulo, o modelo da Geely destacou-se pela dirigibilidade equilibrada proporcionada pela tração traseira e pela suspensão independente, além de um diâmetro de giro de 9,9 metros. O Dolphin Mini, por sua vez, recebeu uma recalibração na linha 2026 para conter o balanço da carroceria sem sacrificar o conforto urbano.
Espaço interno e dimensões da carroceria
As medidas externas refletem diretamente na praticidade diária. O BYD mede 3,78 metros de comprimento, 1,715 m de largura, 1,58 m de altura e 2,50 m de entre-eixos, com porta-malas de 230 litros, facilitando manobras e vagas apertadas.
Em contrapartida, o Geely é maior, registrando 4,135 m de comprimento, 1,805 m de largura e 2,65 m de entre-eixos, oferecendo um compartimento de bagagens de 375 litros que pode expandir para até 1.320 litros com os bancos rebatidos, ideal para quem precisa de versatilidade e espaço superior para os ocupantes.
Lista de equipamentos e tecnologia
O hatch compacto da BYD oferece painel digital, central multimídia giratória e diversos recursos de conveniência que podem variar conforme o ano e modelo, exigindo atenção aos itens de conectividade e segurança presentes na versão ofertada.
O rival da Geely complementa a experiência na versão Max, trazendo acabamento interno refinado, central multimídia moderna e ampla gama de assistências à condução, cujos pacotes específicos devem ser checados na ficha técnica voltada para o mercado brasileiro.
Conclusão sobre a escolha do elétrico ideal
O BYD Dolphin Mini consolida-se como a alternativa mais racional para quem prioriza economia inicial, facilidade para estacionar e percursos estritamente urbanos, desde que o proprietário possua infraestrutura de recarga acessível.
Por outro lado, o Geely EX2 justifica o investimento superior ao entregar mais potência, autonomia ligeiramente superior, tração traseira e um porta-malas expressivo, configurando um pacote técnico mais robusto para quem busca versatilidade além dos limites da cidade. A decisão final dependerá sempre do valor negociado e do pacote de acessórios de cada configuração.
Fonte: Canaltech