Review Phantom Blade Zero: lições e surpresas do novo RPG de ação
O mercado de games em 2026 tem em GTA 6 o seu maior colosso, mas a chegada de Phantom Blade Zero era um dos momentos mais aguardados por entusiastas do gênero. Desenvolvido pela S-Game, um estúdio chinês com histórico em jogos mobile e uma equipe enxuta de aproximadamente 150 pessoas — um contraste gritante frente aos gigantes da indústria —, o projeto entrega uma experiência que coloca veteranos para repensar seus próprios processos.
Prós e Contras da Aventura A experiência com o título revela pontos extremamente positivos, mas também falhas pontuais que merecem atenção dos jogadores antes de investir no game.
Prós Combate super refinado, ponto alto do jogo Dezenas de armas únicas Fator replay alto Sem repetição de chefes Gráficos belíssimos Suporte as tecnologias modernas no PC Cenários bastante variados NPCs detalhados ajudam na imersão
Contras História complexa Mapas lineares e sem desafio na exploração Muito stuttering na versão de PC Texturas em baixa qualidade por todo lado Consumo de memória RAM é absurdamente alto
Uma Narrativa Complexa e Cheia de Nomes Na pele do renomado espadachim Soul, o usuário acompanha uma jornada impulsionada por um evento marcante logo no início. O enredo, contado por meio de cutscenes de altíssimo nível, diálogos densos com NPCs e documentos espalhados, traz intrigas e traições, mas peca pelo excesso de informações. Em um momento específico, Soul cita dois nomes e pergunta: “O que é tudo isso?” e eu me identificuei com a questão dele.
Mundo Deslumbrante com Exploração Linear Rodando na Unreal Engine 5, o título impressiona pela direção de arte e gráficos exuberantes inspirados na natureza e na arquitetura chinesa. No entanto, o level design não acompanha o mesmo brilho. Embora o estúdio mencione mapas amplos e interconectados, a realidade do gameplay é outra.
Em entrevistas, Soulframe, diretor do jogo e fundador do estúdio, disse que os mapas são amplos e interconectados, assim como acontece em títulos soulslike (característica que surgiu nos anos 1990 com Super Metroid, em minha opinião), mas não foi bem o que vi.
O Combate Perfeito e Armas Únicas O verdadeiro coração da experiência está nas batalhas, moldadas com base em captura de movimento real realizada em Xangai. Cada uma das dezenas de armas principais e secundárias possui identidade própria e pode ser aprimorada para desbloquear novos combos.
Desempenho Técnico no PC Testado em uma máquina de alto desempenho em 1440p com DLSS e Path Tracing, o jogo entregou entre 70 FPS e 100 FPS, embora o recurso de Path Tracing traga ganho quase nulo de imagem com perda de performance. Além disso, problemas como texturas demorando para carregar e stutterings na Unreal Engine 5 afetam a imersão, mesmo com patches de correção já iniciados pela desenvolvedora.
Vale a Pena Jogar? Apesar dos tropeços na exploração guiada e na otimização técnica inicial, a paixão da equipe de desenvolvimento transparece no resultado final. Com um preço adaptado carinhosamente após a recepção do público na gamescom Latam, o título se consolida como uma recomendação sólida. Em conversas com um desses desenvolvedores, ele revelou que o preço escolhido para o Brasil foi depois de ver o entusiasmo dos jogadores com a demo disponível na gamescom Latam. Então, jogadores brasileiros que curtem um excelente RPG de ação, Phantom Blade Zero vale cada centavo.
Fonte: Canaltech