Lula e Flávio Bolsonaro seguem com 22 processos ativos no TSE
A disputa eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro continua ativa nos tribunais, mesmo com o término da votação. Atualmente, pelo menos 22 Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) tramitam na Corte para examinar possíveis condutas irregulares durante a campanha.
O cenário nas urnas No segundo turno, o candidato petista conquistou a vitória com 51,79% dos votos válidos, totalizando 64,26 milhões de eleitores e superando a desvantagem do primeiro turno. Por sua vez, o adversário alcançou 48,21%, somando 59,83 milhões de votos.
Apesar da definição do pleito, os procedimentos judiciais seguem em andamento no Tribunal Superior Eleitoral. Informações oficiais da corte mostram que o parlamentar responde em sete investigações, ao passo que o atual chefe do Executivo é alvo de 15 processos por suspeitas de abuso de poder político, econômico e uso indevido de meios de comunicação social.
Acusações contra as chapas Entre os casos direcionados ao senador, estão sob escrutínio o financiamento da produção cinematográfica “Dark Horse”, supostas irregularidades no grupo de mensagens “Tropa do Flávio” e alegações de interferência e apoio externo originado nos Estados Unidos.
Do outro lado, as representações que visam o atual presidente abordam episódios como o desfile da agremiação Acadêmicos de Niterói, as atividades do grupo digital “Exército do Lula” e disparos de comunicados sobre programas governamentais no decorrer do período eleitoral.
Complexidade e penalidades na Justiça Eleitoral De acordo com o advogado especialista em direito eleitoral Jonatas Moreth, a tramitação dessas ações é naturalmente complexa e exige ampla colheita de provas. “É incomum uma Aije ser julgada antes do pleito”, ressalta o especialista.
Para o grupo político derrotado, uma eventual condenação pode resultar em penalidades financeiras e na decretação de inelegibilidade por um período de oito anos. Já no que tange à chapa vitoriosa, as consequências jurídicas podem abranger multas, inelegibilidade e até mesmo a cassação do diploma ou do mandato presidencial.
O especialista pondera ainda que a jurisprudência do tribunal não exige a comprovação de alteração no resultado da votação, bastando a constatação da gravidade da conduta. Simultaneamente, o parlamentar derrotado manifestou a intenção de recorrer à Justiça Eleitoral para tentar anular o pleito.
Entenda o que é a Aije Regulamentada pela Lei Complementar 64/1990, a Aije possui natureza cível e tem como finalidade coibir práticas que comprometam a equidade e a isonomia entre os concorrentes. As ações podem ser propostas por legendas, coligações, candidatos ou pelo Ministério Público Eleitoral, ficando o julgamento a cargo do plenário do TSE quando se trata de disputas presidenciais.
Fonte: Sergipenewsoficial