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Big techs descumprem regras eleitorais no dia da votação, diz estudo
política

Estudo aponta falhas de big techs durante as eleições de 2026

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6 de outubro de 2026 3 Min Read
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Grandes empresas de tecnologia falharam em cumprir as determinações da Justiça Eleitoral e continuaram veiculando propaganda política paga e recomendações de candidatos durante o primeiro turno das eleições de 2026.

Irregularidades em Meta, Kwai e Google

Um levantamento conduzido pelo Observatório das Big Techs, vinculado ao NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apontou que ferramentas digitais mantiveram conteúdos patrocinados ativos em pleno domingo de votação, desrespeitando o período de defeso exigido pela legislação brasileira.

De acordo com as normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a circulação de publicidade política paga ou impulsionada fica estritamente proibida desde 48 horas antes até 24 horas depois do pleito. Além disso, as plataformas devem desativar seus sistemas de recomendação para perfis de candidatos durante esse intervalo.

Golpes e simulações do TSE

Entre as ocorrências mapeadas pelo laboratório, destacam-se dezenas de inserções irregulares nas redes da Meta, além de casos graves de desinformação envolvendo falsas comunicações oficiais que simulavam a identidade visual da Justiça Eleitoral para induzir eleitores ao erro com promessas de votação remota.

No Kwai e no Google, a auditoria também encontrou peças publicitárias que permaneceram ativas ou com prazos estendidos indevidamente para além do limite permitido pelas regras vigentes.

Recomendações indevidas e barreiras de fiscalização

Paralelamente aos anúncios pagos, o monitoramento flagrou perfis oficiais de políticos sendo sugeridos ativamente aos usuários por algoritmos de recomendação em plataformas como TikTok e YouTube durante os dias críticos do pleito.

Os pesquisadores apontaram que a falta de transparência e as limitações técnicas impostas pelas companhias dificultam o rastreio rigoroso das infrações, citando divergências recorrentes entre os dados exibidos nas interfaces públicas e aqueles obtidos por meio de ferramentas de programação.

Posicionamento oficial das plataformas

Procuradas para comentar os achados da pesquisa, as companhias envolvidas se manifestaram por meio de notas oficiais.

“A Meta está comprometida em proteger o processo eleitoral em nossas plataformas e atua em conformidade com a legislação eleitoral. A amostragem deste relatório não reflete a escala do nosso trabalho de integridade”.

“O Kwai, que ainda aguarda acesso aos conteúdos mencionados para a devida avaliação, reitera seu compromisso com a integridade do processo eleitoral e com o cumprimento da legislação brasileira e das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o período eleitoral, incluindo os dias de silêncio eleitoral e de votação, a plataforma manteve uma operação especial, com equipes dedicadas atuando continuamente na moderação de conteúdos e no atendimento às determinações da Justiça Eleitoral. As regras aplicáveis ao período de silêncio também foram comunicadas previamente a todos os parceiros e anunciantes, e o upload de novos criativos de publicidade eleitoral foi restrito desde o dia 1º de outubro”.

“No TikTok, proteger a integridade do ambiente digital durante as eleições é uma prioridade. Acreditamos que esse é um desafio que exige colaboração entre plataformas, autoridades e sociedade. Seguimos trabalhando em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral e cumprindo a legislação e as resoluções eleitorais aplicáveis. Entre junho e setembro de 2026, removemos 348.963 vídeos no Brasil por violarem nossas políticas de Integridade Cívica e Eleitoral, desinformação e conteúdos enganosos gerados por IA”.

“O Google apoia as eleições do Brasil ao conectar milhões de pessoas a informações confiáveis e de alta qualidade. Desde 2024, as políticas do Google Ads proíbem anúncios políticos no Brasil. Nós aplicamos nossas políticas e agimos imediatamente em caso de qualquer violação. Este estudo prova que nossas equipes preveniram abusos com sucesso e, por isso, apenas um anúncio foi identificado.”

Fonte: Agência Brasil — Política

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