Escândalo na Fifa: goleiro da RD Congo jogou Copa irregular
A Fifa está no centro de uma nova polêmica jurídica envolvendo a Copa do Mundo de 2026. O goleiro Lionel Mpasi, da República Democrática do Congo, atuou nas fases decisivas das Eliminatórias e no próprio Mundial portando documentação considerada irregular pela própria entidade.
Denúncia da Nigéria e investigação
A fraude foi exposta após uma queixa formal protocolada pela Federação Nigeriana de Futebol. Os nigerianos perderam a vaga direta do continente africano para a RD Congo em um confronto eliminatório direto e decidiram questionar a elegibilidade dos atletas adversários, direcionando o foco principal para a situação do arqueiro congolês.
De acordo com apurações conduzidas pela própria entidade máxima do futebol, a denúncia procedia. Como Lionel Mpasi nasceu na França e acumulou 12 partidas oficiais pelas seleções francesas de base nas categorias sub-16 e sub-17, ele precisava passar por um rigoroso processo burocrático de mudança de associação.
Falta de trâmite obrigatório
As regras estabelecidas pela instituição exigem a conclusão de um protocolo formal para que atletas com esse perfil histórico possam defender um novo país profissionalmente. Contudo, a auditoria interna revelou que a Federação Congolesa de Futebol jamais concluiu este trâmite obrigatório, o que tornava a escalação do jogador totalmente ilegal.
Arquivamento e vaga na Copa
Apesar de atestar a irregularidade, a cúpula do futebol mundial decidiu não aplicar as punições previstas no livro de regras. O caso foi encerrado e arquivado sob alegações de impedimentos técnicos processuais, garantindo que a equipe africana continuasse na disputa sem sofrer nenhum tipo de sanção esportiva.
Beneficiada pela decisão nos bastidores, a seleção congolesa superou a Jamaica no confronto da repescagem e assegurou o retorno ao torneio global após um jejum de 52 anos, utilizando o goleiro Lionel Mpasi como titular absoluto em toda a campanha mundialista.
Fonte: GE Futebol Internacional