Crise no Grêmio: Renato busca solução para isolamento de Vinicius
Enquanto exerce forte liderança nos bastidores e mantém um comportamento agregador com os companheiros, o centroavante Carlos Vinicius enfrenta um cenário totalmente adverso dentro das quatro linhas no Grêmio: a falta de participação ofensiva.
Queda drástica no volume de jogo
Com ausência de passes decisivos e pouca proximidade dos colegas de setor, o atacante registrou somente um chute a gol nos três confrontos mais recentes, período que marca a gestão do técnico Renato. A única oportunidade ocorreu em cabeceio defendido por Carlos Miguel durante o empate sem gols contra o Palmeiras, disputado na Arena.
Essa baixa produtividade contrasta com o período final sob o comando de Luís Castro, quando o atleta finalizou sete vezes em três partidas — duas contra o Vasco, uma diante do Vitória e quatro frente ao Internacional, incluindo dois gols no clássico decisivo válido pela Copa do Brasil. Atualmente, o jogador acumula uma sequência de seis jogos sem balançar as redes.
Ajustes táticos promovidos pela comissão técnica
Consciente dos obstáculos, a comissão técnica trata a recuperação do artilheiro como prioridade na luta contra a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Desde a sua chegada, o comandante manifestou o desejo de corrigir a escassez de assistências para o principal finalizador da equipe. Após o empate no clássico estadual disputado no domingo, o treinador detalhou o diagnóstico e as diretrizes adotadas.
– Os atacantes, quando cheguei, tinham o costume de jogar muito em cima da linha, muito aberto, o que eu não gosto. Por que não gosto? Justamente porque o Vinicius fica muito sozinho na área. Então, estou tirando essa mania dos nossos atacantes, seja tanto de um lado como do outro, para eles se aproximarem do Vinicius. Quando um está fazendo a jogada, o atacante do lado oposto tem que fechar com o Vinicius.
– Se for olhar o sistema dos treinadores estrangeiros, eles gostam que jogue assim. Eu não gosto. Atacante já diz, atacante, faz gol. Se não gosta de pisar na área e não gosta de fazer gol, não pode ser atacante. Esse é um problema que eu estou corrigindo – explicou o treinador.
Novas alternativas e testes no setor ofensivo
Para amenizar a solidão do camisa nove na área, o técnico acionou o meia Krovinovic pela primeira vez no clássico contra o Internacional e conversou com o atleta para que ele atue mais adiantado, finalizando jogadas de perto. Caso os pontas de origem não correspondam às expectativas, a comissão não descarta utilizar atletas de outras posições atuando pelos flancos do campo.
Historicamente, o centroavante já havia passado por um jejum de oito partidas entre os meses de julho e agosto, período mais longo desde a sua chegada ao clube gaúcho, encerrado na vitória por 3 a 1 sobre o rival regional no dia 3 de setembro.
Principal artilheiro do time na temporada com 20 gols assinalados em 50 compromissos, o jogador possui vínculo válido somente até dezembro. A diretoria apresentou uma proposta de extensão contratual por mais dois anos, mas as tratativas estão momentaneamente paralisadas devido ao foco total da instituição na permanência na Série A.
Fonte: GE — Geral