Ingrid Guimarães e a filha debatem telas e adolescência
A chegada dos smartphones e das plataformas digitais alterou profundamente a dinâmica entre pais e filhos, impondo novos desafios para a criação na juventude. A atriz Ingrid Guimarães, que vive essa realidade de perto com a filha Clara, destaca que compreender a mente dos jovens exige um processo de adaptação contínua.
O crivo digital na relação familiar
Famosa por expor sua rotina na internet, a artista revela que qualquer conteúdo publicado ao lado da herdeira passa por rigorosa aprovação prévia.
“Qualquer coisa que eu poste é super negociado. ‘Deixa eu ver se eu gosto’. O crivo dela é o maior de todos”, afirma a atriz.
O momento coincide com uma fase marcante para Clara, que se prepara para atuar em um musical inspirado em Confissões de Adolescente, obra emblemática na trajetória da mãe na década de 1990.
“Eu cresci com a minha mãe contando histórias de como foi participar de ‘Confissões’. O início da minha carreira estar sendo no mesmo projeto em que ela trabalhou com a mesma idade está sendo muito especial para mim”, diz Clara.
Diferenças de linguagem e o fim da infância
Apesar da forte proximidade, mãe e herdeira admitem que há barreiras de comunicação, visíveis principalmente no vocabulário e nas referências culturais da juventude atual.
“Ela flui bem e tem ruídos”, resume Ingrid ao falar sobre a comunicação entre mãe e filha.
Para diminuir essa distância geracional, a comediante se dedica a decodificar as novidades do universo digital.
“Eu levo a sério porque eu quero entender o que estou perdendo”, brinca.
Ao analisar o comportamento da jovem e de suas amigas, a artista enxerga a juventude como uma fase veloz de transição rumo à maturidade.
“Eu fico observando elas lá em casa, todas juntas. É o último gole de espontaneidade. Daqui a pouco é uma mulher, independente, vai sozinha para tudo”, afirma.
Fonte: G1 Pop & Arte