Fluminense perde para a Chapecoense e liga alerta no Brasileirão
O Fluminense foi derrotado por 2 a 1 pela Chapecoense no último sábado, na Arena Condá, em partida válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro 2026. O resultado negativo expôs a ressaca anímica da equipe carioca após a recente eliminação na semifinal da Libertadores.
Declaração de Hulk sobre o momento do time
O impacto emocional do revés continental foi admitido pelos próprios atletas em campo. Logo após o apito final, o atacante deu o tom do vestiário:
“Não é fácil você digerir uma classificação como foi há três dias.”
A declaração do camisa 7 evidenciou que a queda dramática no torneio internacional afetou diretamente o rendimento do time contra a lanterna da competição nacional, que entrou em campo focada estritamente em se defender.
Escalação e a estreia de Wesley Natã
Mesmo com o desgaste físico esperado após a decisão na Libertadores, o técnico Marcão escalou força máxima, poupando apenas Thiago Silva e Savarino, além de Canobbio, que ficou no banco.
A principal novidade foi a entrada do jovem Wesley Natã, de 18 anos, titular pela primeira vez após subir da base. A oportunidade ocorreu de última hora devido a um problema na panturrilha de Canobbio. O garoto, contudo, teve atuação marcada pela inexperiência tática: perdeu a bola na intermediária no lance que resultou no primeiro gol catarinense, marcado logo aos oito minutos de etapa inicial.
Reação tricolor e o gol de Guga
O empate parcial demorou 20 minutos para sair e nasceu dos pés do lateral-esquerdo Guilherme Arana, que funcionou como importante válvula de escape ofensiva. Aos 29 minutos, Arana cruzou para a área, Hulk escorou de cabeça e Guga completou com um belo chute para estancar a pressão adversária.
No entanto, logo no início do segundo tempo, o sistema defensivo voltou a falhar, permitindo que Giovanni Augusto marcasse o segundo gol da Chapecoense em jogada pelo lado esquerdo.
Alterações dão fôlego, mas posse não evita derrota
As substituições promovidas por Marcão trouxeram mais dinâmica ao setor ofensivo. A entrada de Lucho Acosta e do jovem Riquelme garantiu maior verticalidade e movimentação ao ataque tricolor, embora o time tenha desperdiçado as chances criadas.
As estatísticas refletiram o domínio territorial do Fluminense, que terminou o confronto com 68% de posse de bola e 14 finalizações contra apenas seis do adversário, mas sem eficiência para evitar o placar adverso.
Situação na tabela e necessidade de reação
Com o revés diante de um rival que acumulava apenas três vitórias no torneio, o clube carioca vê sua vaga no G-6 ameaçada e precisa sacudir a poeira rapidamente para salvar a reta final da temporada. Como o próprio Hulk disse e Marcão repetiu, “é preciso virar a chave” com urgência para recuperar o terreno perdido na classificação.
Fonte: GE Futebol