Maringá campeão da Série C: os 6 segredos do título inédito
O Maringá alcançou o ápice de seus 16 anos de história ao levantar a taça inédita da Série C do Campeonato Brasileiro. A jornada vitoriosa, coroada com o acesso à Série B, exigiu superação após um início irregular, troca na comissão técnica e uma arrancada espetacular na reta decisiva da competição nacional.
A aposta caseira e a guinada no comando
A reviravolta na temporada começou na reta final da primeira fase, quando a diretoria optou por demitir Moisés Egert e efetivar o auxiliar fixo Ivan Campanari. A escolha por uma solução interna deu certo justamente porque o novo treinador já conhecia profundamente o grupo e a filosofia de trabalho do clube.
Sob sua liderança, a equipe engatou resultados fundamentais para garantir a classificação. A sequência positiva gerou um ambiente de resiliência que impulsionou o Dogão tanto no quadrangular quanto na grande decisão.
Blindagem defensiva e protagonismo ofensivo
Outro pilar da conquista foi a impressionante evolução tática. Enquanto a equipe sofreu 30 gols na primeira fase — registrando a defesa mais vazada —, o setor defensivo se transformou na segunda etapa, sofrendo apenas dois tentos no quadrangular e mantendo a solidez diante da Ferroviária na decisão.
No ataque, o grande destaque foi o atacante Ronald Camarão. Contratado no início do ano, o jogador balançou as redes nos momentos mais cruciais, incluindo golaços de fora da área contra o Floresta e na final contra a Ferroviária, terminando a Série C como o artilheiro do time com sete gols.
Invencibilidade fora de casa e pilares do elenco
A campanha irretocável como visitante também pesou na taça. Sob a batuta de Campanari, o time acumulou dez partidas consecutivas sem perder longe de seus domínios, com quatro vitórias e seis empates, assegurando pontos vitais em solo alheio, como o triunfo sobre o Paysandu e a vitória na ida da final.
O sucesso coletivo foi sustentado por lideranças técnicas e atletas identificados com a instituição, a exemplo do zagueiro Ronald, do volante Lucas Bonifácio e do atacante Negueba. A manutenção da confiança no grupo, mesmo após momentos de instabilidade no estadual, permitiu que as respostas viessem de dentro do próprio vestiário.
Consolidação de um projeto vitorioso
Fundado em 2010, o clube paranaense coroa um planejamento sólido que incluiu vice-campeonatos estaduais e campanhas de destaque na Copa do Brasil. Sair de uma situação sem divisão nacional em 2022 para conquistar a Série C e o acesso à Série B em 2026 corrobora o salto de qualidade institucional e esportivo.
A glória nacional encerra o ciclo com chave de ouro, mas já impõe novos patamares de exigência e planejamento para os desafios que aguardam a equipe na segunda divisão nacional na próxima temporada.
Fonte: GE Futebol