Após perder eleição, Flávio Bolsonaro é intimado por Moraes a entregar passaportes
Flávio Bolsonaro (PL) revelou nesta segunda-feira (26/10) que foi intimado a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o Brasil por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorre um dia após o senador perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (25/10). Segundo o ex-candidato, a determinação se baseou em uma declaração de Eduardo Bolsonaro de que ele deveria deixar o país em caso de derrota. Flávio negou que tivesse qualquer plano nesse sentido e afirmou que cumprirá a decisão, mas pretende se defender.
No mesmo pronunciamento, o senador falou pela primeira vez sobre o resultado das urnas e agradeceu os quase 60 milhões de votos recebidos. Flávio questionou a decisão que prorrogou o funcionamento das urnas até as 19h e afirmou que o impacto da medida precisa ser esclarecido. O filho de Jair Bolsonaro também acusou Lula de abuso de poder político e econômico durante a campanha e anunciou que pretende pedir a cassação da chapa adversária: “Então eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu”, declarou. Em seguida, disparou: “Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou”.
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Ao detalhar a situação dos passaportes, Flávio afirmou que a determinação de Moraes teria sido tomada ainda na noite de domingo, logo após a divulgação do resultado da eleição. O senador questionou se receberia o mesmo tratamento caso tivesse vencido a disputa e classificou a medida como uma tentativa de intimidação. “Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”, indagou. Apesar das críticas, garantiu que entregará os documentos exigidos e que irá se defender da decisão. “Eu nunca pensei em sair do país”, reforçou.
A derrota nas urnas, segundo Flávio, também não significará seu afastamento do embate político. O senador afirmou que pretende reunir deputados e senadores para organizar uma estratégia de oposição no Congresso Nacional e classificou Câmara e Senado como uma futura “fortaleza” contra os próximos quatro anos de Lula. Ele ainda fez previsões negativas para a economia e prometeu continuar atuando contra o projeto político do PT. “Não vão me calar, não vão me intimidar. Bora levantar a cabeça e continuar lutando pelo nosso Brasil, aconteça o que acontecer”, concluiu.
Fonte: Portal Leo Dias