Brasil acha indícios de ouro e cobre no fundo do Atlântico
Pesquisadores brasileiros detectaram novos indícios de atividade hidrotermal no assoalho oceânico do Oceano Atlântico, área com forte potencial para a concentração de cobre, zinco, ouro e prata. A constatação inicial surgiu após uma jornada de 29 dias conduzida pelo SGB (Serviço Geológico do Brasil) em três setores da Cordilheira Mesoatlântica, no Atlântico Equatorial, situados ao norte do arquipélago de São Pedro e São Paulo, em águas internacionais adjacentes às fronteiras marítimas do país.
Detalhes da expedição científica
Divulgados recentemente, os dados apontam partículas em suspensão na água que sugerem a presença de fontes hidrotermais ligadas à criação de depósitos minerais. O SGB pondera, contudo, que etapas adicionais de averiguação são essenciais para atestar a atividade e mensurar a riqueza mineral do local, visto que jazidas comerciais ainda não foram localizadas.
A iniciativa integra um plano nacional para aprofundar o mapeamento geológico marinho, descobrir potenciais recursos naturais e embasar futuras deliberações sobre preservação ambiental e extração. A bordo do navio hidroceanográfico Vital de Oliveira — fruto de uma parceria entre a Marinha, o SGB, a Petrobras e o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) —, a equipe atuou de 9 de setembro a 8 de outubro recolhendo amostras e dados geofísicos.
A formação dos minerais submarinos
O foco principal dos cientistas recai sobre os sulfetos polimetálicos maciços, criados pela circulação de fluidos aquecidos nas profundezas da crosta oceânica. Esse mecanismo ocorre quando a água marinha entra em fendas nas rochas, sofre aquecimento geotérmico e transporta metais que, ao retornarem para o ambiente gelado do fundo do mar, precipitam e geram acúmulos metálicos.
Essas formações são cruciais para a obtenção de insumos vitais para a transição energética e a tecnologia, embora a simples identificação de fontes hidrotermais não garanta a viabilidade comercial. Desafios tecnológicos profundos, como pressões extremas e custos logísticos, além de rigorosos debates ambientais regulados pela ISA (Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos), ainda barram a exploração comercial em grande escala dessas áreas.
Fonte: Admin.cnnbrasil